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Repórter da CNT é chamada de “macaca” por funcionário público no Rio

Crédito: Reprodução/Instagram

De acordo com informações do UOL, dois jornalistas da Rede CNT sofreram agressões físicas e verbais por parte de um funcionário público da área da saúde de Japeri, município localizado na Região Metropolitana do Rio. Julie Alves, repórter, e Vangelis Floyd, cinegrafista, gravavam um material para o programa ‘Fala Baixada’, voltado especificamente para notícias da Baixada Fluminense, quando foram abordados.

Em entrevista ao UOL, Julie contou como tudo aconteceu. Ela diz que eles foram realizar uma matéria sobre um lixão, que fica próximo ao Posto de Saúde do Mucujá, quando o agressor, um dos diretores da unidade, começou a abordagem já de forma agressiva.

“Nós já estávamos terminando de produzir o material, o cinegrafista já tinha até desligado a câmera, quando chegou esse homem. Ele começou a gritar com palavrões ‘por*, caral*, quem mandou vocês gravarem aqui?'”, disse ela.

Na sequência, Julie disse que não precisava da autorização e que conhecia seus direitos. “Foi aí que ele falou ‘sabe do seu direito o que, macaca?’. Logo em seguida, o cinegrafista questionou o modo como ele me tratou e o homem o mandou calar a boca e o chamou de gordo”, continuou.

“Quando ele percebeu, veio na minha direção para bater no meu rosto. O cinegrafista foi me proteger. O homem acabou batendo na minha mão e meu microfone caiu. Ele foi então em direção ao cinegrafista e deu um chute nele. Algumas pessoas que estavam no local foram segurá-lo”, seguiu, dizendo também que a equipe registrou tudo o que acontecia.

Ainda ao UOL, Julie conta ter ficado muito nervosa com o ocorrido, e que ela e o cinegrafista precisaram ter a pressão aferida no posto de saúde, e foram medicados na sequência.

Posteriormente, registraram boletim de ocorrência em uma delagacia. “Nunca passei por isso, nunca imaginei passar por isso, só queria fazer meu trabalho e eu ainda estou chateada e triste. Uma situação muito desagradável. Ele é preto, eu sou preta, e partir de um preto uma atitude dessas, e tão truculenta, me deixou muito mais indignada”, finalizou.

O UOL procurou Rosilene Moraes, secretária municipal de Saúde de Japeri, para saber sobre o funcionário. Ela afirmou que o mesmo foi exonerado no mesmo dia. “Eu não assisti à cena. Estava em reunião com subsecretários realizando o documento de flexibilização da cidade. Hoje, solicitei as imagens de nossas câmeras de segurança. Ontem fomos pegos de surpresa e na hora todos nós descemos para ver do que se tratava e um dos subsecretários correu para afastar o bate boca”, disse.

Flávio Ferreira, delegado responsável pelo caso, falou ao UOL também e disse que o suspeito pode pegar mais de quatro anos de prisão, por injúria qualificada, ameaça e lesão corporal. O homem será chamado para prestar depoimento.

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