Centro-esquerda vence eleição parlamentar na Suécia; premiê renuncia após derrota

Ulf Kristersson cede após bloco de centro-esquerda conquistar maioria apertada no Parlamento do país nórdico, abrindo caminho para Magdalena Andersson

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O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, renunciou ao cargo nesta quinta-feira (17) após a conclusão da apuração das eleições parlamentares realizadas no último domingo (13). A decisão ocorre depois que o bloco de centro-esquerda conquistou a maioria no Riksdag, o Parlamento sueco, por uma margem apertada, consolidando a derrota da coalizão governista.

O bloco de centro-esquerda, liderado pela social-democrata Magdalena Andersson, conquistou 176 das 349 cadeiras do Parlamento, contra 173 do bloco de centro-direita apoiado pelo governo de Kristersson. A diferença de apenas três cadeiras manteve o resultado em aberto durante vários dias, com a contagem final incluindo votos antecipados e do exterior, confirmando a vantagem da oposição.

Renúncia de Kristersson: O primeiro-ministro sueco Ulf Kristersson anunciou sua saída do cargo após o bloco de centro-esquerda vencer as eleições parlamentares.

  • Vitória apertada da centro-esquerda: Liderada por Magdalena Andersson, a oposição garantiu 176 das 349 cadeiras no Parlamento, por uma margem mínima.
  • Processo de formação de governo: O presidente do Parlamento agora iniciará as conversas para que Andersson tente formar um novo Executivo.

Kristersson, líder do Partido Moderado, formalizou sua saída após reconhecer a derrota de sua coalizão. A renúncia foi comunicada por meio de uma carta enviada ao presidente do Parlamento, Andreas Norlen, e divulgada na rede social X.

“Agora, o presidente do Parlamento deve conduzir os próximos passos para a formação de um novo governo. Para que esse trabalho possa começar de imediato, peço para ser exonerado do cargo de primeiro-ministro”, escreveu Kristersson em seu comunicado.

Quais foram os desafios para a formação do governo?

Segundo o ex-premiê sueco, “os resultados eleitorais poderiam ter gerado uma situação complexa para a formação do próximo governo, dado que as diversas posturas adotadas pelos partidos antes do dia da eleição poderiam apresentar obstáculos para qualquer possível artífice de coalizão”.

Kristersson enfatizou ainda que “será necessária uma postura construtiva por parte dos partidos com representação parlamentar para garantir que se possa acordar um primeiro-ministro e que um novo governo consiga obter apoio para seu orçamento estatal”. Ele defendeu a necessidade de “iniciar conversas com todos os partidos” com o objetivo de articular um Executivo “estável e eficaz”.

O bloco governista reunia os Moderados, os Democratas Suecos, os Democratas-Cristãos e os Liberais. Os Democratas Suecos, partido nacionalista de direita que apoiou o governo, registraram queda em relação às eleições de 2022.

Do outro lado, o chamado bloco “Vermelho-Verde” reúne os Sociais-Democratas de Andersson, o Partido de Esquerda, o Partido do Centro e os Verdes. Os Sociais-Democratas foram a maior legenda individual da eleição, embora também tenham registrado uma redução de apoio em comparação com a votação anterior.

Quem deve formar o novo governo na Suécia?

Com a renúncia de Kristersson, caberá ao presidente do Parlamento sueco iniciar o processo para a formação de um novo governo. Andersson, agora, deverá receber a incumbência de tentar formar uma maioria parlamentar. A eleição teve uma disputa particularmente apertada. Durante a apuração, a diferença entre os dois blocos chegou a oscilar entre uma e três cadeiras, enquanto os votos restantes eram contabilizados.

O processo de contagem de votos terminou nesta manhã com a apuração final em uma seção eleitoral em Gotemburgo, a última das 6.626 seções da Suécia que precisava concluir a contagem. (ANSA)

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