Brasileiros do Ano 2019

Renato Cunha: “Há muita esperança para que no futuro possamos implantar nossa técnica no SUS”

Crédito: Marco Ankosqui

Renato Cunha, médico e coordenador do Centro de Transplante de Medula Óssea e Terapia Celular do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto,  foi eleito por ISTOÉ nesta segunda-feira (2) como ‘Brasileiro do Ano’ na categoria Medicina durante cerimônia realizada em São Paulo.

“Quero dizer que todos nós em Ribeirão Preto estamos felizes e honrados pelos prêmio. Nós desenvolvemos um trabalho em equipe em que três fases foram fundamentais, desde o trabalho de laboratório, até sair de um pequeno de volume de células e chegando até o momento em que colocamos o paciente na enfermaria para tentar curá-lo. A nossa caminhada hoje se aplica a leucemia e linfoma, mas no futuro poderemos aplicar em todos os tipos de doenças. Há muita esperança para que num futuro próximo possamos implantar nossa técnica de cura no Sistema Único de Saúde (SUS) beneficiando ainda mais pacientes”, disse Renato.

Renato Cunha comandou uma das equipes responsáveis pela maior conquista da medicina brasileira neste ano: o uso, pela primeira vez na América Latina, de técnicas de terapia celular para tratar o câncer do funcionário público aposentado Vamberto Luiz de Castro, de 63 anos.

Acometido por um linfoma, um câncer no sangue do tipo não Hodgkin de célula B, não havia mais nenhuma opção para salvar Vamberto. Foi usada uma técnica chamada CAR-T, em que se altera no laboratório o DNA das células T de defesa retiradas do próprio paciente e que depois voltam ao corpo e disparam uma reação imunológica para combater a doença. Vamberto entrou no hospital, em outubro, tomado pela metástase. Agora poderá levar uma vida normal.

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