Renan Santos admite uso de cogumelos alucinógenos

Presidenciável pelo Missão descreve experiências ao fazer uso de substância ilícita em conversa vazadas

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Mensagens trocadas em um grupo de Instagram entre abril de 2024 e outubro de 2025 revelam que o pré-candidato à Presidência da República Renan Santos (Missão) admitiu o consumo de cogumelos alucinógenos. O conteúdo, que integra uma denúncia-crime apresentada ao Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) pelo estudante Ian Bartholo Lukas Coelho, expõe diálogos sobre o uso da substância “Psilocybe cubensis”, conhecida como cogumelo mágico.

O grupo, denominado “Cannipapo”, contava com 17 participantes e servia de palco para declarações controversas. Além da admissão sobre os entorpecentes, o material vazado, divulgado pelo portal “Metrópoles”, inclui recomendações de autores de extrema direita, comentários sobre a aparência de mulheres e menções ao consumo de músicas de teor antissemita. No Brasil, o cultivo e a comercialização de cogumelos com psilocibina são restritos a fins de pesquisa e amostras botânicas. Atualmente, uma das principais bandeiras de Renan Santos é o combate ao tráfico de drogas.

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Contradições e justificativas

Questionado sobre as mensagens, Renan Santos confirmou a veracidade do conteúdo, mas buscou minimizar o impacto das declarações. O político afirmou que fez uso apenas ocasional e em microdoses. Embora inicialmente tenha citado apenas um episódio, admitiu posteriormente ter consumido a substância em três ocasiões ao longo da vida. Santos alegou desconhecer a origem dos entorpecentes, afirmando tê-los recebido de terceiros, e argumentou que a prática não configura financiamento ao tráfico de drogas.

“Se isto for por parte do nosso eleitor, de ele dizer, ‘ah, Renan, foi errado você ter tomado uma microdose do negócio para ouvir uma música na tua casa’, tá bom, não usarei mais. Isso não é problema para mim, isso não é contradição. O que interessa é minha postura como homem público na defesa do que interessa”, declarou ao “Metrópoles”.

A denúncia apresentada ao MPF-DF deve seguir para análise da procuradoria, que avaliará se o conteúdo das mensagens e a admissão do consumo de substâncias ilícitas possuem desdobramentos jurídicos que possam comprometer a sua elegibilidade ou configurar crime.