Renan e Flávio: dois senadores cobertos de razão

Crédito: Reprodução

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De um lado, provavelmente o recordista mundial de processos e inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) que nunca dão em nada. Ou adormecem por anos em alguma gaveta amiga ou simplesmente não são nem sequer aceitos, por “excesso de provas”, quero dizer, falta de provas.

Do outro, o filho de Bolsonaro, o verdugo do Planalto, que empregava funcionários fantasmas e milicianos em seu gabinete, quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, a fim de, conforme denúncia do Ministério Público fluminense, cometer os crimes de peculato e lavagem de dinheiro.


Pois bem. Durante a sessão da CPI da Covid desta quarta-feira (12) à tarde, os senadores Renan Calheiros, relator da Comissão, e Flávio Bolsonaro trocaram ofensas, chamando um ao outro de “vagabundo”. E como discordar deles, não é mesmo? Ambos têm toda e total razão.

O bolsokid das rachadinhas e da mansão de 6 milhões de reais, comprada com o dinheiro dos pobres do Distrito Federal, já que financiou parte do imóvel com juros subsidiados em banco oficial, ficou de ‘mimimi’ porque Calheiros ameaçou prender Fabio Wajngarten, bibelô do papai homicida.

Renan, contrariado pelas mentiras contadas pelo ex-secretário de comunicação do governo federal, lembrou que testemunha que mente na CPI pode ser presa, e ameaçou, de fato, fazer cumprir o que diz a lei. Mas não deixa de ser ridículo ouvir algo assim justamente de… alguém assim!

Após ser chamado de vagabundo pelo pimpolho 01 do amigo de Fabrício Queiroz, o ilibado senador das Alagoas devolveu o insulto – ou seria elogio mútuo? – e citou as “rachadinhas” de Flávio: “Vagabundo é você que rouba dos funcionários de seu gabinete”. Quem te viu, quem te vê, hein, Renan?

Após o sincericídio fratricida mútuo, o presidente da CPI, senador Omar Aziz, mais um dos que fazem parte da extensa lista de “santos” do Congresso, entendeu por bem a suspensão dos trabalhos até que os ânimos se acalmassem. É uma pena! São momentos assim que valem à pena numa CPI.






Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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