Medicina & Bem-estar

Remédio de maconha

Agência americana aprova o primeiro medicamento com canabidiol, composto extraído da planta

Crédito: CasarsaGuru

SEGURANÇA Substância não causa alteração mental e nem dependência (Crédito: CasarsaGuru)

Food and Drug Administration (FDA), agência responsável pela liberação de remédios dos EUA, aprovou na segunda-feira 25 o primeiro medicamento a base de canabidiol do mundo. O composto está presente na maconha, mas não causa alterações do estado mental e nem dependência. O Epidiolex é indicado para pacientes com mais de dois anos portadores das síndromes epiléticas Lennox-Gastaut e Dravet. A primeira manifesta seus primeiros sinais a partir dos três anos. A segunda é uma condição rara que provoca sintomas em geral desde o primeiro ano de vida.

É uma decisão histórica. Há pelo menos uma década as evidências de que o composto reduz as crises epiléticas vêm sendo fornecidas por estudos científicos que explicam por quais caminhos fisiológicos isto é possível e por meio de pesquisas envolvendo milhares de pacientes. Mas faltava às medicações a chancela de uma entidade do porte da FDA para chegarem ao mercado como qualquer outro remédio. A FDA serve de guia para instituições com funções semelhantes de outros países. Entende-se que suas decisões pela aprovação de medicamentos estejam embasadas em trabalhos de conclusões inquestionáveis, especialmente no que se refere aos quesitos de eficácia e de segurança.

LIBERADO Indicado para crises epiléticas, o produto estará à venda nos EUA em breve (Crédito:Divulgação)

Eficácia comprovada
No caso do Epidiolex, os trabalhos foram apresentados pela GW Pharmaceuticals, empresa fabricante. Em abril, um painel de investigadores da agência havia recomendado sua aprovação. “É um avanço médico importante”, afirmou Scott Gottlieb, diretor da FDA. “Por causa dos estudos clínicos adequados apresentados, os médicos podem ter confiança na eficácia e segurança do remédio”. São indicadas duas doses por dia da solução oral. O remédio deve ser a opção para casos que não respondem a outros tratamentos. O medicamento estará disponível nos EUA nos próximos meses. A Agência Europeia de Remédios deve divulgar sua decisão pela aprovação até o início de 2019. Não há previsão de chegada ao Brasil.