Oscar Schmidt, maior nome do basquete brasileiro, conhecido como “Mão Santa”, morreu nesta sexta-feira, 17, aos 68 anos. Ele passou mal pela manhã, foi internado às pressas no Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana (HMSA), em Santana de Parnaíba, região metropolitana de São Paulo, e faleceu nesta tarde. Relembre a trajetória do ex-atleta que se tornou o maior nome do basquete brasileiro.
Oscar Schmidt registrou seu nome na história do basquete com 49.737 pontos ao longo da carreira. Ele disputou cinco Olimpíadas (1980-1996), e se tornou o maior cestinha da história dos Jogos com 1.093 pontos. Ídolo da seleção brasileira, Oscar virou ícone na Itália e ficou conhecido pelo patriotismo ao recusar a NBA para seguir jogando pelo Brasil.
Início e Clubes
A trajetória teve início no Palmeiras, onde ingressou ainda na década de 1970. Destacou-se no Sírio, conquistando o título de campeão Mundial de 1979, e no Corinthians. Teve longa e vitoriosa passagem na Itália (Juvecaserta e Pavia) e encerrou sua carreira no Flamengo, em 2003.
Seleção Brasileira
Maior pontuador da história da seleção, Oscar Schmidt conquistou o ouro no Pan-Americano de 1987 (contra os EUA) e bronze no Mundial de 1978. Com a camisa da seleção, se tornou o maior cestinha em Olimpíadas, com 1.093 pontos, e o maior pontuador da história do basquete mundial.
Além da genialidade em quadra, o atleta é reconhecido pela dedicação, superação e por ter levado o basquete brasileiro ao cenário mundial.
Após a aposentadoria, em 2003, Oscar Schmidt tornou-se palestrante.
Carreira política
Além das quadras, Oscar Schmidt também marcou presença na vida pública no fim dos anos 1990. Sua primeira experiência foi como secretário municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo, durante a gestão do prefeito Celso Pitta. Ele ficou na pasta entre 1997 e 1998.
Deixou o cargo para concorrer ao Senado pelo PPB (atual Progressistas). Foi o segundo candidato mais votado, com mais de 5,7 milhões de votos, mas acabou derrotado por Eduardo Suplicy (PT).
A candidatura ao Senado fazia parte de um projeto maior: Oscar sonhava em chegar à Presidência da República, mas, decepcionado com os bastidores da política, abandonou definitivamente a carreira pública pouco tempo depois.