A morte de Gerson Brenner, nesta segunda-feira, 23, aos 66 anos, reacende a memória de um dos episódios mais marcantes e trágicos da televisão brasileira nos anos 1990. No auge da carreira, quando era considerado um dos galãs da TV Globo, o ator teve a trajetória interrompida, após ser vítima de um atentado que chocou o País.
Em agosto de 1998, Brenner viajava de São Paulo para o Rio de Janeiro, onde gravaria as cenas finais da novela Corpo Dourado, quando foi alvo de criminosos na Rodovia Ayrton Senna. Assaltantes haviam espalhado pedras na pista para forçar a parada de veículos. Ao descer do carro para verificar um pneu, o ator foi abordado e baleado na cabeça.
O disparo atravessou o lado esquerdo do cérebro, causando perda de massa encefálica e comprometendo funções essenciais, como a fala e a locomoção. Encontrado por caminhoneiros, Brenner foi socorrido em estado gravíssimo, chegando ao hospital em coma profundo. Ele passou por cirurgias e permaneceu 23 dias internado na UTI, em um quadro que mobilizou o Brasil e gerou comoção nacional.
Dias após o crime, os três responsáveis, com idades entre 19 e 25 anos, foram presos e confessaram o assalto. Na época, o ator vivia um momento especial na vida pessoal: aguardava o nascimento da segunda filha com a ex-esposa, Denize Tacto.
Conhecido por trabalhos de destaque em novelas como Rainha da Sucata, Gerson Brenner viu sua carreira ser drasticamente interrompida a partir daquele episódio. O atentado marcou não apenas sua trajetória artística, mas também sua vida pessoal, iniciando um longo período de recuperação e adaptação às sequelas deixadas pelo ferimento.
Após o crime, o ator enfrentou um longo processo de recuperação, com limitações decorrentes do ferimento. O caso é lembrado como um dos episódios mais marcantes envolvendo artistas brasileiros nos anos 1990.