A Polícia Civil prendeu nesta quarta-feira, 18, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, indiciado por feminicídio e fraude processual pela morte da esposa, a soldado da PM Gisele Alves Santana, que foi encontrada morta com um tiro na cabeça em fevereiro de 2026. No entanto, este não é um caso isolado de violência contra a mulher envolvendo agentes de segurança.
+ Polícia prende tenente-coronel indiciado pela morte da soldado Gisele
No ano passado, o sargento da PM Samir Carvalho foi preso após matar a esposa Amanda Fernandes Carvalho. Ela recebeu 51 facadas e três tiros dentro de uma clínica médica em Santos, no litoral de São Paulo. Ele afirmou às autoridades que não lembrava detalhes do ocorrido. No entanto, ele contou ter escondido a arma dentro das calças para passar por outros policiais na unidade de saúde.
No dia do crime, o policial atirou na esposa e na filha de 10 anos. Depois, ele esfaqueou a companheira, que morreu no local. A menina foi socorrida e ficou internada durante seis dias. “Meu marido está comigo, está armado, é policial e ele quer me matar, pois estamos nos separando”, teria dito Amanda ao médico que a atendeu naquele dia.
Em 2022, um PM do Paraná matou oito pessoas, sendo seis familiares, e tirou a própria vida em seguida. De acordo com informações das autoridades, entre as vítimas estavam a esposa, três filhos do agente, a mãe e o irmão, além de duas pessoas que estavam passando pelo local.
Durante entrevista à imprensa que ocorreu na época, o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Hudson Leôncio Teixeira, disse que o motivo do crime estava relacionado ao fim do relacionamento do casal.
No mesmo ano, o soldado da PM Guilherme Barros foi à casa da sogra, em Pernambuco, para matar a tiros a esposa, Claudia Gleice da Silva enquanto ela dormia. Ela estava grávida de três meses.
De acordo com reportagens da época, ela queria formalizar uma denúncia contra o companheiro após casos de violência. Depois do assassinato, ele pegou um carro de aplicativo e se dirigiu até o trabalho. No batalhão, ele atirou em quatro colegas antes de tirar a própria vida.
Em 2018, um policial civil de Belo Horizonte matou uma mulher, duas filhas dela e se matou em seguida. Antes dos assassinatos, Paulo José de Oliveira estava preso na Casa de Custódia da Polícia Civil, que é exclusiva para ex-policiais presos.
A principal testemunha do crime disse aos policiais que a motivação do triplo assassinato seria a condenação dele pelo crime de estupro praticado contra as duas jovens que foram assassinadas ao lado da mãe.