O presidente da China, Xi Jinping, e seu homólogo americano, Donald Trump, anunciaram ter chegado a um “entendimento comum em diversas questões” durante encontro em Washington, nesta quinta-feira, 24 de setembro. As discussões foram caracterizadas como “francas e aprofundadas”, resultando em um “novo conteúdo” para as relações bilaterais e fornecendo “novas diretrizes estratégicas” para a dinâmica sino-americana.
Diálogo estratégico e responsabilidade global
Sem detalhar os pontos acordados, o líder chinês enfatizou a relevância de tal diálogo para conferir estabilidade entre a China e os Estados Unidos. Xi Jinping sublinhou que as duas maiores potências econômicas mundiais “devem agir como grandes potências responsáveis: atendendo às expectativas de seus respectivos povos, acompanhando a evolução dos tempos e explorando um novo modelo de coexistência entre grandes nações”.
A declaração foi proferida durante um jantar em sua homenagem na Casa Branca, onde o presidente chinês revisitou diversos momentos históricos das relações bilaterais, desde as primeiras trocas comerciais no governo do primeiro presidente, George Washington, até a “luta lado a lado contra os agressores militaristas japoneses” na Segunda Guerra Mundial. Ele também mencionou a retomada dos laços diplomáticos entre as nações nos tempos de Mao Zedong e Richard Nixon.
Quais os desafios futuros da coexistência?
De acordo com Xi, o momento atual representa “mais um momento histórico nas relações” entre Pequim e Washington. Ele comparou os ambiciosos objetivos de ambos os países: “O presidente Trump comprometeu-se a “Fazer a América Grande de Novo” [Maga] e a conduzir o povo americano rumo a um progresso significativo”, enquanto a China “está determinada a alcançar o seu grande rejuvenescimento nacional, e o seu processo de modernização continua a abrir novos caminhos”.
Para o líder chinês, esses “dois objetivos ambiciosos podem reforçar-se mutuamente”, indicando um caminho de cooperação e benefício recíproco. Xi Jinping foi recebido por Donald Trump em Washington em um tom de “verdadeira e grande amizade”, um gesto que segue a visita do republicano a Pequim, ocorrida em maio. (ANSA)