Cultura

Relacionamento inspira filmes em Berlim


O 71º Festival de Berlim começou sua etapa virtual, voltada para o mercado e para a imprensa, na segunda, 1º. Logo de cara, apresentou um dos maiores destaques da competição, pelo menos no papel. Introduction é um Hong Sangsoo mais ligeiro, até na duração de 66 minutos – o que não significa menos belo. O sul-coreano, que ganhou o Urso de Prata de direção na Berlinale do ano passado por A Mulher Que Fugiu, pula no tempo e no espaço para mostrar diversas apresentações.

Primeiro, o jovem Young-ho (Shin Seok-ho) vai visitar seu pai e conhece um famoso ator, o que influencia seu futuro. Depois, sua namorada, Ju-won (Park Mi-so), vai estudar em Berlim e é apresentada a uma amiga de sua mãe, uma artista estilosa (Kim Min-hee). Não falta, claro, a tradicional cena de bebedeira num bar. E, como sempre, Hong Sangsoo fala sobre relacionamentos.

O alemão I’m Your Man, de Maria Schrader, também tem uma pegada mais leve. Alma (Maren Eggert) é uma cientista do Museu Pergamon que aceita participar de um experimento para poder financiar sua pesquisa. Por três semanas, ela precisa conviver com o androide Tom (Dan Stevens), desenhado para ser seu par perfeito. Mas o que isso significa exatamente? O filme faz uma crítica bem-humorada dos relacionamentos virtuais, cheios de frases feitas e pose.

Também alemão, Fabian – Going to the Dogs, de Dominik Graf, é igualmente uma história sobre relacionamento e amor, mas com um tom totalmente diferente. Graf fez uma adaptação livre do romance de Eric Kästner que se passa durante a República de Weimar, pouco antes da ascensão nazista ao poder. Jakob Fabian (Tom Schilling) é um escritor que ama a boemia e os cabarés movimentados da época, que contrabalançam uma realidade de inflação e desemprego nas alturas e crescimento do ódio. Numa dessas noites, ele conhece Cornelia (Saskia Rosendahl) e se apaixona. Mas amar nessa época de perigos e tentações não é exatamente fácil.

Em Natural Light, longa-metragem de ficção de estreia do húngaro Dénes Nagy, o horror é evidente, embora o diretor opte por não fazer dele um espetáculo de choque. Um grupo de soldados húngaros foi encarregado de fazer buscas de vila em vila à procura de partizans, membros da Resistência ao nazismo, na imensa região da União Soviética ocupada pelos alemães, em 1943. Semetka (Ferenc Szabó), o fotógrafo da unidade, acaba tendo de assumir a liderança. O filme, que tem um elenco inteiramente formado por não profissionais, discute como Semetka, que se considera um homem bom, vai lidar com os dilemas constantemente presentes numa guerra.


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O júri totalmente composto por vencedores do Urso de Ouro é formado pelo iraniano Mohammad Rasulof, o israelense Nadav Lapid, a romena Adina Pintilie, a húngara Ildikó Enyedi, o italiano Gianfranco Rosi e a bósnia Jasmila Zbanic e anuncia os premiados na sexta, 5.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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