Comportamento

Rei Salmán elogia o poder judicial sem citar jornalista assassinado

Rei Salmán elogia o poder judicial sem citar jornalista assassinado

Jamal Khashoggi, - AFP/Arquivos

O rei Salmán elogiou o judiciário na Arábia Saudita nesta segunda-feira, sem mencionar diretamente a morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi, um crime de impacto que prejudicou a imagem de Riad no mundo todo.

Na semana passada, o promotor público saudita não vinculou o príncipe herdeiro Mohamed bin Salman ao assassinato, ocorrido em 2 de outubro no consulado saudita em Istambul.

Mas a CIA concluiu que ele estava por trás desse assassinato, segundo o Washington Post.

“O Reino foi fundado nos princípios islâmicos de justiça e igualdade, e nos orgulhamos dos esforços do Judiciário e do Ministério Público no cumprimento das tarefas que lhes foram confiadas”, disse o rei em seu discurso anual ao Conselho da Shura, uma assembléia consultiva.

O monarca de 82 anos não mencionou diretamente o assassinato de Jamal Kashoggi, que colaborava com o Washington Post.

O presidente americano, Donald Trump, absteve-se de culpar o príncipe, apesar das conclusões da CIA.

No início do caso, a Arábia Saudita mudou a versão muitas vezes sobre o que aconteceu com Khashoggi.