Economia

Regulador aéreo confiou na avaliação da Boeing sobre software dos 737 MAX

Regulador aéreo confiou na avaliação da Boeing sobre software dos 737 MAX

Fábrica da Boeing em Renton (Washington), em 12 de março de 2019 - AFP/Arquivos

A agência federal de aviação (FAA), órgão regulador americano, não considerou necessário avaliar a segurança do sistema de estabilização MCAS do Boeing 737 MAX, envolvido em duas catástrofes aéreas, e preferiu se basear nas conclusões do grupo aeroespacial, informou nesta terça-feira (14) à AFP uma fonte próxima ao caso.

Essa informação faz parte das conclusões preliminares de uma auditoria interna da FAA sobre a certificação do 737 MAX – durante a qual a inspeção de parte do sistemas foi confiada aos engenheiros da Boeing em um procedimento instaurado há uma década, chamado ODA.

Nesta terça, o The Wall Street Journal afirma que durante a certificação do 737 MAX a Boeing não indicou claramente às autoridades que uma falha do MCAS poderia ter resultados desastrosos.

Se tivesse feito isso, teria ocorrido uma análise muito mais minuciosa do programa – cujo defeito provocou o acidente de um 737 MAX 8 da Lion Air que deixou 189 mortos em outubro na Indonésia.

A investigação de outra catástrofe, de um avião da Ethiopian Airlines que caiu, matando 157 pessoas em março, também aponta para o sistema MCAS do 737 MAX.

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A auditorias da FAA apontou, contudo, que a Boeing não teve a intenção de enganar o órgão regulador, segundo a mesma fonte consultada pela AFP.

A própria agência considerava que o MCAS não precisava de uma inspeção adicionar porque o sistema não afetava a trajetória da aeronave.

“O MCAS não provocou uma avaliação adicional sobre sua segurança já que não afetava a velocidade de cruzeiro, considerada a fase mais crítica do voo”, acrescentou a fonte.

A Boeing não respondeu às perguntas da AFP sobre o tema.

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