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Regeneron suspende inscrição de pacientes graves em testes de anticorpos contra covid-19

Regeneron suspende inscrição de pacientes graves em testes de anticorpos contra covid-19

Uma impressão em 3D de uma proteína de SARS-CoV-2, o vírus que causa a covid-19 - National Institutes of Health/AFP/Arquivos

A companhia de biotecnologia Regeneron informou, nesta sexta-feira (30), que suspendeu os registros para testes de seu tratamento com anticorpos contra a covid-19 entre pacientes que requerem alto fluxo de oxigênio, ou que estão conectados a respiradores.

A medida segue a recomendação de um comitê independente de monitoramento de dados (IDMC) que avalia os resultados e informa quando um estudo precisa ser interrompido.

“Com base em um sinal de segurança potencial e um perfil de risco/benefício desfavorável no momento, o IDMC recomenda que mais pacientes que se suspenda a inscrição de mais pacientes que necessitem de oxigênio de alto fluxo, ou de ventilação mecânica, à espera da coleta e análise de dados adicionais em pacientes já inscritos”, informou a empresa.

A companhia disse ainda que o comitê recomendou que continuem as inscrições de pacientes internados que não precisam de oxigênio, ou que estejam com baixo fluxo, e aconselhou a continuação do ensaio ambulatorial.

A Regeneron afirmou que está se reportando à Food and Drug Administration (FDA) – a agência americana que regula o setor e atualmente avalia o tratamento denominado REGN-COV2 – para uma autorização de uso de emergência em pacientes ambulatoriais leves a moderados com alto risco de resultados ruins.

A empresa também compartilha sua recomendação com o comitê de acompanhamento de um estudo de recuperação separado no Reino Unido, que avalia o REGN-COV2 em pacientes hospitalizados.

O tratamento REGN-COV2 foi recentemente usado para tratar o presidente Donald Trump.

Embora não haja detalhes adicionais sobre o motivo pelo qual o estudo foi interrompido nos pacientes em casos mais graves, os cientistas sempre acreditaram que os tratamentos com anticorpos funcionariam melhor quando administrados com base nos sintomas iniciais.

Isso ocorre, porque eles atuam, evitando que o vírus invada as células e se replique.

Quando um paciente se encontra em um estágio avançado de covid-19, porém, o principal fator que leva à doença não é o vírus em si, mas uma resposta imune anormal que causa inflamação severa e danos aos órgãos.

É por isso que as diretrizes atuais recomendam o tratamento de pacientes em estágio avançado com esteroides, que reduzem o sistema imunológico. Eles desenvolvem anticorpos, mas, como nem todos obtêm uma resposta adequada, empresas como a Regeneron estão trabalhando em soluções sintéticas.

Ou seja, depois de encontrar dois anticorpos altamente eficazes contra o vírus SARS-CoV-2 – um de um camundongo com sistema imunológico semelhante ao dos humanos e o outro de um humano – eles coletaram as células que os secretavam e as cultivaram em laboratório a fim de criar um tratamento combinando os dois. A ideia é considerada promissora.

A Regeneron recebeu mais de US$ 450 milhões do governo dos Estados Unidos para seus esforços de desenvolvimento de medicamentos contra a covid-19.

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