Vice-premiê da Itália diz que ONU deve recuperar ‘capacidade de agir’

Ministro das Relações Exteriores da Itália cobra mais capacidade de decisão e ação da organização em cenário mundial

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A reforma da Organização das Nações Unidas (ONU) foi defendida pelo vice-premiê e ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, em discurso proferido na noite de quarta-feira, 23 de setembro, na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. O chanceler afirmou que a organização precisa urgentemente recuperar sua capacidade de decisão e ação para enfrentar os desafios globais.

Representando a premiê Giorgia Meloni, Tajani ressaltou que a reforma do Conselho de Segurança se apresenta como um caminho fundamental para revitalizar a eficácia da instituição em um cenário mundial complexo.

Por que a ONU precisa de uma reforma?

Segundo o ministro, é preciso ter “coragem para dizer que, com muita frequência”, a ONU parece “impotente” diante das crises mundiais. “O Conselho de Segurança não deve ser um clube exclusivo”, salientou, criticando a estrutura atual que, por vezes, dificulta ações decisivas.

Antonio Tajani garantiu que a Itália sempre vai optar pela “força da lei” em detrimento da “lei do mais forte”, pela “força da política em vez da política da força”. Além disso, ressaltou que “a paz não é uma herança garantida de uma vez por todas”, mas sim uma “responsabilidade diária que precisa ser defendida com firmeza e construída com paciência”.

Crise no Oriente Médio e apelo global

Aproveitando a ocasião de seu discurso, Tajani abordou os conflitos no Oriente Médio e cobrou a entrada sem obstáculos de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Ele também exigiu o desarmamento do grupo fundamentalista Hamas, enfatizando a necessidade de estabilidade na região.

“Os combates desaceleraram em Gaza, mas não o sofrimento. Não temos um minuto a perder”, disse o chanceler, destacando que a Itália tem sediado importantes negociações entre Israel e Líbano. O ministro também cobrou a reabertura imediata do Estreito de Ormuz e que o Irã “abandone a ameaça nuclear e qualquer política agressiva contra os outros países da região”.