Edição nº2501 17.11 Ver edições anteriores

Reforma no INSS

A meta do INSS é substituir a presença nas agências pelo atendimento digital (Crédito:Marcia Foletto)

Enquanto a reforma da Previdência não sai do papel, o INSS vai fazendo a sua parte pelo menos para poupar o tempo de quem pretende se aposentar. Na visão do ex-deputado Leonardo Gadelha, que assumiu a presidência do órgão em julho do ano passado, a prioridade tem de ser o atendimento direto ao cidadão, em lugar da tradicional ênfase nas agências. Hoje é de 100 dias o tempo médio entre o agendamento e o efetivo atendimento do cliente no posto de serviço. Diante desse gargalo, que também se explica pela redução do quadro de pessoal do INSS de 44 mil para 34 mil funcionários, a meta de Gadelha é, no médio prazo, substituir o atendimento presencial dos interessados pelo acesso digital, como já ocorre em diversos outros setores. “Essa é a tendência mundial”, diz ele.

Facilidades
São três projetos pilotos. O primeiro — “Meu INSS” — oferece aplicativo que dá acesso à certidão de tempo de contribuição. O segundo permite abrir o processo de aposentadoria de forma virtual até o reconhecimento do direito. Já há convênios com grandes empresas e a OAB. No terceiro, o aposentado poderá aprovar seu benefício sem ir à agência.

Aposta
O governo não perdeu as esperanças de votar a reforma da Previdência ainda esse ano. Assessores de Michel Temer acreditam que, depois do julgamento da segunda denúncia pelo plenário da Câmara, o projeto de lei entrará na pauta de votações. E preveem que, pela importância para o equilíbrio das contas públicas, será aprovado por ampla maioria.

Na fogueira das vaidades

ANDRE COELHO

É crescente a troca de farpas entre o atual presidente do Senado, Eunício Oliveira, e o ex-presidente da Casa Renan Calheiros. As alfinetadas são frequentes e um não esconde o desagrado com o outro. Os dois senadores foram muito amigos, mas se afastaram. Renan faz oposição a Temer, Eunício integra o grupo fiel ao Planalto. Há quem diga, porém, que está em jogo apenas um choque de vaidades.

Rápidas
* Após a decisão do Senado devolvendo o mandato de Aécio Neves, os políticos voltam-se agora para outra votação importante: o exame pelo Supremo Tribunal Federal da prisão de réus condenados em segunda instância. A revisão da medida é crucial para candidatos às eleições de 2018.

* O ex-deputado Eduardo Cunha completou um ano na cadeia nessa semana. Durante esse período, foi condenado a 15 anos e 4 meses de prisão e teve uma proposta de delação premiada rejeitada pelo Ministério Público.

* Taxistas de nove estados invadiram Brasília na terça-feira 17. Vieram pressionar o Senado para a aprovar o projeto de lei complementar que impõe aos aplicativos, como o Uber, regras mais austeras. A votação, porém, foi adiada.

* A CPI mista da JBS vai cobrar os dados bancários e fiscal do ex-procurador Marcelo Miller que já deveriam ter sido entregues. Quer saber se ele recebeu dinheiro da Trench, Rossi & Watanabe, quando era da PGR.

Retrato falado

ROGERIO DE SANTIS/FUTURA PRESS

“Temos de montar uma concretude explícita com interesses de quem produz e quem trabalha”

Em palestra para estudantes da Faculdade de Economia e Administração da USP, o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato à Presidência pelo PDT, voltou a acionar sua metralhadora giratória. Disse que João Dória é carta fora do baralho e previu que Geraldo Alckmin será prejudicado pelos erros do PSDB, que apoia Temer. Ciro afirmou também que uma nova candidatura de Lula seria um desserviço ao País. De resto, esmerou-se em frases de efeito, algumas de difícil compreensão.

Toma lá dá cá
ANTONIO LAVAREDA, CIENTISTA POLÍTICO

Qual é o cenário para a eleição presidencial em 2018?
Um número maior de candidaturas competitivas. Algo entre o que ocorreu em 1989 e o que teve lugar em 2002, os dois momentos de maior fracionamento na oferta de candidatos.

A Lava Jato terá peso na escolha do eleitor?
Lógico. Já teve à medida que excluiu pré-candidatos da competição. Mas será importante evitar a excessiva judicialização da campanha.

Temer tem condição de se recuperar nas pesquisas?
A imagem de Temer foi envelopada pelo noticiário negativo desde a gravação do Jaburu, em contraste com o êxito na economia. Mas o retorno do emprego poderá ampliar sua aprovação.

Fachada
A Polícia Federal investiga a Draftsystems and Communications, empresa que teria sido usada por inúmeros investigados na Operação Lava Jato para repassar vantagens indevidas. Um inquérito em andamento em Curitiba indica que a Draftsystems prestou serviços, por exemplo, ao lobista Jorge Luz, ao almirante Othon Pinheiro, ex-presidente da Eletrobras, e ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. A empresa está ligada a Paulo Sérgio Rocha Soares e Camilo Gornatti, delatores e responsáveis pela instalação e manutenção do sistema Drousys, uma das plataformas usadas pelo grupo Odebrecht para o gerenciamento de pagamentos de propinas.

Escala rápida
Réu na Operação Custo Brasil, o ex-ministro Paulo Bernardo conseguiu autorização judicial para acompanhar sua mulher, a senadora Gleisi Hoffmann, em viagem à Rússia. Mas não escapou de uma vaia no museu Hermitage, de São Petersburgo. E na volta ao Brasil terá 48 horas para devolver seu passaporte à PF.

Dias de pressão

Fabiano Cerchiari

Por recomendação do cardiologista Roberto Kalil Filho, o presidente Michel Temer passou a tomar aspirinas todos as manhãs, como precaução para evitar possíveis problemas circulatórios. Nada capaz de gerar maior alarme. Esse tratamento é comum a pacientes acima dos 60 anos, que têm pressão alta. Temer, aos 77 anos de idade, não foge à regra.

Sem risco
Médico dos mais respeitados, Kalil não correria o risco de adiar um procedimento agressivo, caso fosse necessário. Afinal de contas, é conhecido de todos o exemplo de Tancredo Neves. Em momento algum, Kalil falou de algo mais grave. Depois de receitar aspirinas, disse ao presidente que avaliará o quadro em novo chek up daqui a seis meses.

A primeira vez de Dilma

Silvia Izquierdo

A ex-presidente Dilma Rousseff vai prestar depoimento ao juiz Sergio Moro pela primeira vez na sexta-feira 27. É testemunha de defesa do ex-presidente da Petrobras Aldemir Bendine, acusado de receber propina da Odebrecht quando comandou a estatal. Ela falará em videoconferência com belo horizonte.


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