Reforma eleitoral na itália muda voto de cidadãos no exterior

A medida, proposta pelo governo meloni, altera a estrutura de votação para expatriados e modelo proporcional doméstico

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O Parlamento da Itália aprovou uma reforma eleitoral que altera a estrutura de votação para cidadãos residentes no exterior. A medida, que passará a valer a partir das eleições legislativas de 2027, foi proposta pelo governo da primeira-ministra Giorgia Meloni.

Pelas regras atuais, os expatriados elegem oito deputados e quatro senadores distribuídos em quatro circunscrições: Europa (três deputados e um senador), América do Sul (dois deputados e um senador), América do Norte e Central (dois deputados e um senador) e África, Ásia e Oceania (um deputado e um senador).

Com o novo texto, as zonas eleitorais fora do país serão enxugadas. Na Câmara, o número de circunscrições cai para duas — sendo uma dedicada exclusivamente à Europa e outra cobrindo os demais continentes. No Senado, passa a haver apenas uma área de votação global. Apesar da redução territorial, o total de parlamentares destinados aos italianos no exterior permanece o mesmo.

O texto foi chancelado na Câmara dos Deputados por 227 votos a 164. Como já havia sido aprovado no Senado, a matéria agora depende apenas da sanção do presidente Sergio Mattarella para entrar em vigor.

Além das mudanças no exterior, a reforma adota na Itália um modelo 100% proporcional e introduz um prêmio de governabilidade: a coalizão que atingir pelo menos 42% dos votos garante um bônus de 70 assentos na Câmara e 35 no Senado. Até então, o sistema eleitoral italiano combinava o voto proporcional (responsável por eleger dois terços dos parlamentares) com o modelo distrital (que definia o terço restante).