ROMA, 20 DEZ (ANSA) – O governo da Itália afirmou em nota que a premiê, Giorgia Meloni, considera que a reforma do Pacto de Estabilidade aprovada nesta quarta-feira (20) na União Europeia representa “uma melhora para o país”.
“A Presidente do Conselho [de Ministros] considera importante que tenha sido alcançado entre os 27 Estados-membros da União Europeia um compromisso sensato para um acordo político sobre o novo Pacto de Estabilidade e Crescimento. Apesar das posições iniciais e das necessidades muito diferentes entre os Estados, o novo Pacto é considerado uma melhoria para a Itália em relação às condições passadas”, diz o texto.
A nota do Palazzo Chigi afirma ainda que são “regras menos rígidas e mais realistas do que as atualmente em vigor, que evitam o risco de retorno automático aos parâmetros anteriores, que teriam sido insustentáveis para muitos Estados-membros”.
“Embora o novo Pacto contemple mecanismos inovadores para levar em consideração os efeitos de eventos externos e extraordinários no cálculo dos parâmetros numéricos a serem respeitados, há o lamento pela não exclusão automática das despesas em investimentos estratégicos do equilíbrio de déficit e dívida a serem respeitados. Uma batalha que a Itália pretende continuar a levar adiante no futuro”, diz Meloni.
“Devido a uma abordagem séria e construtiva nas negociações, a Itália conseguiu, não apenas em seu próprio interesse, mas no interesse de toda a União, prever mecanismos graduais de redução da dívida e recuperação dos elevados níveis de déficit do período pós-Covid”, acrescenta o texto do governo.
“Além disso, destaca-se que serão considerados os investimentos do Pnrr e os maiores custos com juros causados pelo aumento das taxas de juros pelo BCE, e os gastos com defesa serão considerados separadamente como fatores relevantes”, conclui a nota. (ANSA).