Referendo na Suíça mantém taxa de serviço à rádio e TV

GENEBRA, 05 MAR (ANSA) – Os eleitores suíços rejeitaram neste domingo (4) a proposta da iniciativa “No Billag”, que visava abolir as tarifas das emissoras estatais de rádio e televisão do país. Ao todo, 71,6% dos eleitores votaram a favor da manutenção do valor anual. Se a proposta tivesse sido aprovada, a Suíça seria o primeiro país europeu a abolir as taxas obrigatórias do serviço público de radiodifusão.   

De acordo com Gilles Marchand, diretor da Swiss Broadcasting Corporation (SSR), a rejeição da iniciativa foi “um sinal forte para o serviço público e para a rádio e a televisão regional privada”.   

Anualmente, todas as famílias da Suíça pagam US$ 480 para financiar emissoras públicas do país. Caso a vitória tivesse sido desfavorável, o orçamento destas emissoras seriam cortados pela metade.   

Segundo os opositores da iniciativa “No Billag”, a proposta reduziria a independência das emissoras suíças e prejudicaria o serviço em diversas regiões do país, que possui quatro línguas oficiais: alemão, francês, italiano e romanche.   

“Se não estivermos em condições de cobrir adequadamente os problemas políticos e de cidadania nas línguas nacionais, o país não vai ficar bem”, disse Marchand.   

Por sua vez, os ativistas que eram a favor do projeto, defenderam que os cidadãos estavam pagando por algo que não assitiam, além de afirmarem que a emissora estatal “SRG” tornou-se uma grande potência e muito dominante na mídia nacional.   

Além do polêmico “No Billag”, mais de 80% dos eleitores votaram no domingo (4) a favor do “Projeto Fiscal 2021”. Ele autoriza o Estado a continuar recolhendo imposto federal e de valor agregado por mais de 15 anos. Ambos são as maiores fontes de receita do país.(ANSA)