Milei demite funcionários e amplia atuação militar na residência presidencial

Governo argentino reorganiza estrutura da Quinta de Olivos e transfere funções para a Casa Militar em meio a relatos sobre vazamentos da rotina presidencial

Milei demite funcionários e amplia atuação militar na residência presidencial

O governo do presidente da Argentina, Javier Milei, promoveu uma ampla reorganização na Quinta de Olivos, residência oficial da Presidência nos arredores de Buenos Aires. Ao menos 12 funcionários foram demitidos e a Casa Militar passará a assumir novas responsabilidades no local.

Entre os dispensados está Osvaldo Javier Sosa, responsável pela administração da residência presidencial. Funcionários de diferentes setores, incluindo áreas administrativas, cozinha e jardinagem, também foram atingidos pelas mudanças.

A reestruturação inclui ainda a extinção da Administração Geral da Residência Presidencial de Olivos, que até então era responsável por parte da organização cotidiana do complexo.

Casa Militar amplia atuação em Olivos

Com a mudança, a Casa Militar, estrutura responsável pela segurança do presidente argentino, terá maior controle sobre o funcionamento da residência.

O governo estabeleceu um prazo de até 60 dias para concluir a transferência das responsabilidades e dos bens relacionados à nova estrutura.

Além da Quinta de Olivos, a Casa Militar ficará responsável pelas funções de segurança nas residências temporárias utilizadas por Milei e por sua família.

A administração argentina afirma que a reorganização busca reduzir a estrutura existente, tornar os processos internos mais eficientes e elevar os padrões de segurança presidencial.

O governo também relacionou o reforço das medidas ao cenário internacional de segurança e aos preparativos para uma futura visita do papa Leão XIV à Argentina, que poderá exigir a entrada de equipes externas para serviços e adequações na residência.

Relatos apontam preocupação com vazamentos

A mudança ocorre em meio a relatos sobre supostos vazamentos de informações relacionadas à rotina de Milei e de pessoas próximas ao presidente.

Publicações argentinas apontam que havia desconforto no entorno presidencial com a circulação de informações sobre atividades realizadas dentro da Quinta de Olivos.

O governo, entretanto, não apresentou oficialmente os supostos vazamentos como motivo para as demissões. A justificativa pública apresentada para a reorganização está relacionada à eficiência administrativa e ao reforço da segurança.

Milei mantém uma rotina reservada na residência presidencial. Embora trabalhe também na Casa Rosada, no centro de Buenos Aires, o presidente costuma permanecer na Quinta de Olivos durante parte de seus dias úteis.

Com a nova estrutura, a Casa Militar amplia sua presença no complexo, enquanto funcionários civis são desligados ou redistribuídos para outras funções.