Recorde os primeiros 100 dias do governo de Trump em 10 tuítes

Recorde os primeiros 100 dias do governo de Trump em 10 tuítes

Desde que se instalou na Casa Branca, o presidente Donald Trump utilizou a rede social Twitter para apresentar sua visão de questões geopolíticas ou para acertar as contas com desafetos, como o ex-presidente Barack Obama ou Arnold Schwarzenegger.

Num momento em que Trump se prepara para atingir a marca simbólica de 100 dias no poder, a AFP relembrou algumas das mensagens que caracterizaram esta fase na vida americana.

– Estados Unidos primeiro –

“Seguiremos duas regras simples: comprem produtos americanos e contratem americanos”, publicou o presidente, em um slogan que marcou sua gestão a partir do dia da posse, em 20 de janeiro.

“Devemos manter o mal fora do nosso país”, escreveu no dia 3 de fevereiro para justificar um decreto migratório que fechava as portas a imigrantes e refugiados de um grupo de países de maioria muçulmana.

“Em que o nosso país está se tornando quando um juiz pode suspender uma medida de Segurança Interna e qualquer pessoa, inclusive com más intenções, pode vir aos Estados Unidos?”, publicou Trump depois que seu decreto sobre imigrantes e refugiados foi bloqueado pela justiça.

– Amigo ou inimigo? –

“A Coreia do Norte está se comportando realmente mal. Esteve brincando com os Estados Unidos durante anos. E a China ajudou muito pouco!”, escreveu o presidente no dia 17 de março, frustrado com informações sobre a preparação de um teste nuclear norte-coreano.

“Por que deveria classificar a China de manipuladora de moeda quando está trabalhando conosco para resolver a questão da Coreia do Norte? Veremos o que acontece”, publicou no Twitter no dia 16 de abril, em uma aparente mudança de opinião sobre o gigante asiático.

“A Alemanha deve enormes somas à Otan, e os Estados Unidos devem receber pagamentos pela defesa poderosa e altamente caro que fornece à Alemanha!”, escreveu no dia 18 de março em uma mensagem direta à líder alemã Angela Merkel, depois de um frio encontro entre os dois na Casa Branca.

– O “outro” –

“Terrível! Acabei de descobrir que Obama ‘grampeou’ as comunicações da Trump Tower pouco antes da vitória. Não encontraram nada. Isso é McCarthismo!”, indicou no dia 4 de março, em uma grave acusação ao seu antecessor de espionagem contra sua equipa durante a campanha eleitoral.

“Não acreditem na imprensa (de informações falsas). A Casa Branca está funcionando MUITO BEM. Herdei um CAOS e estou no processo de correção”, disse Trump, em defesa da sua própria gestão com apenas duas semanas no poder.

– Inimigos do povo –

“A imprensa de notícias falsas (@nytimes, @NBCNews, @ABC, @CBS, @CNN) não é minha inimiga, é inimiga dos americanos”, lançou o presidente no dia 17 de fevereiro, em uma virtual declaração de guerra pública contra os meios de comunicação mais poderosos do país.

– Hasta la vista, baby –

“Arnold Schwarzenegger não está deixando voluntariamente ‘O Aprendiz’; está sendo demitido devido aos seus índices patéticos, não por mim. Triste fim para um grande show”, reagiu no dia 4 de março sobre a saída do ‘Terminator’ do programa que o ex-presidente havia estrelado. Schwarzenegger, um republicano declarado, é um duro crítico do novo presidente.