Comportamento

Recorde de mortes relacionadas ao álcool na Inglaterra durante confinamentos

Recorde de mortes relacionadas ao álcool na Inglaterra durante confinamentos

Os números mostram 7.423 mortes na Inglaterra e em Walers causadas diretamente pelo consumo abusivo de álcool - um aumento de 20 por cento em relação a 2019 - AFP/Arquivos


O número anual de mortes relacionadas ao consumo de álcool na Inglaterra e no País de Gales atingiu um recorde em 2020, informou nesta quinta-feira (6) o Escritório Nacional de Estatísticas (ONS), que observou um aumento muito acentuado desde o primeiro confinamento imposto em março do ano passado em razão da covid-19.

Em 2020, 7.423 pessoas morreram como resultado do consumo excessivo de álcool, o que representa um aumento de quase 20% em relação ao ano anterior, disse o ONS.

Trata-se do maior número anual de mortes associadas ao álcool desde que este órgão iniciou os registros, em 2001.

A taxa de óbitos relacionados ao álcool no primeiro trimestre de 2020 (de janeiro a março) foi “estatisticamente semelhante a de anos anteriores”, observou o ONS, “mas as taxas no segundo, terceiro e quarto trimestres de 2020 foram significativamente maiores do que em qualquer outro ano”.

“O ONS indica que esse aumento coincide com o início da pandemia” do novo coronavírus, analisou Sadie Boniface, diretora de pesquisas do Instituto de Estudos sobre o Álcool, e de uma série de três confinamentos, o primeiro dos quais anunciado pelo governo britânico em 23 de março de 2020.

As mortes contabilizadas pelo ONS estão principalmente relacionadas a problemas de dependência de longa duração: 80% foram devido a doenças hepáticas causadas pelo álcool e apenas 10% foram causadas por comportamentos perigosos ou estados mentais relacionados ao álcool. E 6% se deveram a intoxicações etílicas.

“Isso significa que o aumento não se explica pelo fato de que as pessoas que antes bebiam em níveis de risco mais baixos aumentaram seu consumo durante a pandemia”, analisou Boniface.

Segundo ela, as causas desta constatação “alarmante estão mais ligadas ao aumento do consumo entre as pessoas que já bebiam em excesso, mas também à falta de “acesso a cuidados médicos”.

“Por exemplo, as doenças hepáticas costumam ser uma emergência, mas as pessoas podem ter medo de ir ao pronto-socorro por causa do coronavírus”, explicou.

A pesquisadora pediu, porém, um monitoramento próximo das pessoas que começaram a beber durante a pandemia, argumentando que “as consequências para a saúde das grandes mudanças nos hábitos de beber permanecem em grande parte indeterminadas”.

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