A recessão acabou. Mesmo?!

Num dia, o ministro Henrique Meirelles decretou o fim da recessão. No dia seguinte, foi divulgado o PIB: a oitava queda trimestral consecutiva e uma retração de 3,6% em 2016. Segundo o ministro, esses dados refletem o passado, uma visão pelo retrovisor, e não o presente ou o futuro.

Tecnicamente, o ministro tem razão. Por que, então, as pessoas se atém à imagem no retrovisor ao invés de olhar diretamente para o futuro? Porque a imagem no retrovisor é nítida; já a imagem do futuro no para-brisas é embaçada.

Enquanto o motorista estiver em uma estrada reta e sem obstáculos, dirigir pela imagem do retrovisor até pode funcionar. Quando as curvas ou obstáculos inevitavelmente chegarem…

Como, então, formar uma imagem do futuro mais realista do que uma mera fotografia do passado? Aí é que entram os indicadores antecedentes. Eles mudam de direção antes da economia como um todo, apontando o caminho que a economia geralmente segue na sequência. Como se, logo à frente, houvesse outros carros enviando sinais do caminho ao carro de trás. Assim, o carro de trás teria uma boa ideia das curvas à frente.

Há ótimas razões para crer que a recuperação teria tudo para se sustentar salvo uma séria crise externa ou um agravamento da crise política


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Curva na economia, é isso que diversos indicadores antecedentes têm apontado. Comparando janeiro com dezembro, o tráfego de veículos nas rodovias, as vendas nos supermercados, as vendas de embalagens, as importações de bens intermediários, a produção de motos cresceram. Comparando com janeiro de 2016, a produção da indústria cresceu. Os investimentos de empresas estrangeiras no País foram os maiores da história.

Em fevereiro, cresceram o emplacamento de veículos comerciais leves e a confiança do consumidor. Consumidores mais confiantes gastam mais, alavancando as vendas das empresas. Vendendo mais, as empresas acabam contratando mais gente, aumentando a renda da população e o próprio consumo, em um círculo virtuoso.

Tais dados são insuficientes para sermos taxativos sobre a tendência futura da economia, mas há ótimas razões ̶ começando pela queda dos juros e perspectiva de aumento do crédito e, por tabela, do consumo e investimento ̶ para crer que a recuperação teria tudo para se sustentar salvo uma séria crise externa ou um agravamento da crise política que impeça o avanço das reformas da Previdência, Trabalhista e Tributária no Congresso.

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