Edição nº2555 07/12 Ver edições anteriores

Receita de Guedes

Guedes quer que todos os colaboradores falem a mesma lingua (Crédito:Jorge William / Agência O Globo)

Garante o futuro ministro da Economia que unir à mesma pasta os atuais Ministérios da Fazenda, Planejamento e Indústria e Comércio não tem o propósito de criar um superministério e lhe conferir superpoderes. Segundo Guedes, é uma forma de garantir que toda a equipe econômica fale a mesma língua. De acordo com ele, ainda nos tempos do regime militar, e depois, o país experimentou a disputa dentro do governo entre ministros liberais e desenvolvimentistas. Uma queda de braço entre teorias econômicas que acabou gerando atrasos e prejuízos. Reunir toda a economia em uma única pasta é uma forma de garantir que todos sigam o mesmo roteiro. A partir daí, Guedes imagina um tripé que permita ao país voltar aos eixos.

Primeiro tiro

O primeiro tiro, diz Guedes, tem de ser a reforma da Previdência. Na sua avaliação, o país tem de achar rapidamente uma saída para a conta que não fecha com o aumento da expectativa de vida, que leva a mais gente se aposentando por mais tempo. Ele simpatiza com modelos que associem o modelo atual com um novo modelo de capitalização.

Máquina

Os outros passos são desestatizar o país e reduzir a máquina pública. Guedes já tem um levantamento de que todo o aparato de empresas estatais somaria mais de R$ 800 bilhões. Nem tudo será vendido. Mas boa parte será. Na máquina, o caminho é cortar desperdícios e superposições. Há empresas criadas para projetos que nunca saíram do papel.

Rápidas

* Fim de ano chegou e como já é tradicional está aberta a temporada de licitações na Câmara dos Deputados. Uma delas será para a confecção das carteiras funcionais e de um porta-documentos para os parlamentares que chegarão em fevereiro do ano que vem.

* O pregão acontece no próximo dia 17 e está estimado em R$ 122 mil pelos itens. O que vai encarecer é a qualidade do porta-documentos. Em pelica de primeira qualidade na parte externa e moldura gravada a ouro.

* Outra licitação é para uma instituição parlamentar: o cafezinho. O edital que já circula é o que renova o contrato de fornecimento de café em pó para atender os parlamentares. O custo do cafezinho será de R$ 584 mil.

* O edital garante que o pó de café precisa ser de qualidade superior. Estima que os deputados, seus assessores e os visitantes da Câmara consumirão no ano que vem nada menos que 60 toneladas de café.

Papelaria

©STF

O bolso interno do paletó do ministro do STF Luís Roberto Barroso é uma verdadeira papelaria, graças à rigorosa organização que ele impõe à leitura de seus processos e outros textos. Barroso leva consigo sempre uma caneta azul, outra preta e outra vermelha. E dois marca-textos, um amarelo e outro azul. Cada uma dessas canetas cumpre uma função diferente para assinalar trechos e escrever comentários.


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