FLORENÇA, ITÁLIA – Uma descoberta em um convento histórico de Florença, Itália, revela um documento de meados do século 19 que pode conter a receita de um antepassado da Coca-Cola. O achado, guardado por mais de um século no arquivo da antiga farmácia do convento de San Marco, descreve um “elixir vinoso reconstituinte” com ingredientes que remetem à popular bebida.
Essa revelação traz à tona a possível origem de uma das bebidas mais icônicas do mundo, detalhando o uso de componentes que formariam a base de sua predecessora medicinal.
O que aconteceu
- Uma receita antiga de elixir similar à Coca-Cola é descoberta em um convento na Itália.
- O documento do século 19 revela a formulação com folhas de coca e noz-de-cola, ingredientes precursores da bebida.
- A descoberta, feita por um padre, foi em uma farmácia histórica conhecida por remédios à base de plantas.
O folheto publicitário, descrito pelo semanário Toscana Oggi, revela um “elixir vinoso reconstituinte” preparado com folhas de coca boliviana e noz-de-cola. Essa preparação medicinal antecipa os ingredientes que o farmacêutico americano John Stith Pemberton usaria para criar a “French Wine Coca”, que deu origem à Coca-Cola em 1886.
Como surgiu o elixir?
O autor da descoberta é o padre Manuel Russo, reitor do convento de San Marco. Ele encontrou a antiga propaganda enquanto consultava o arquivo da instituição, revelando que era um dos produtos mais procurados da farmácia dos frades.
O folheto descreve o elixir como um tônico capaz de aliviar cansaço físico e mental, dores de cabeça e fraquezas causadas pela idade ou “fadigas extraordinárias”. A receita era simples: 30 gramas de noz-de-cola e 10 gramas de folhas de coca boliviana infundidas em um litro de mistura alcoólica.
Acredita-se que os ingredientes teriam chegado à Europa por meio de missionários que atuavam na América Latina e na África na época. Apesar da semelhança, não há documentos que comprovem uma ligação direta entre a receita dos frades e a fórmula de Pemberton.
Um legado de farmácia
A farmácia de San Marco, aberta no século 15 e que funcionou até 1995, era conhecida por seus remédios à base de plantas, desenvolvidos com o conhecimento dos frades dominicanos.