O Real Madrid, atual campeão da Europa, anunciou nesta segunda-feira que disputará o novo Mundial de Clubes, que acontecerá em 2025 nos Estados Unidos, poucas horas depois de o técnico da equipe, Carlo Ancelotti, ter declarado o contrário em uma entrevista à imprensa italiana.

O clube da capital espanhola disputará “esta competição oficial, que enfrentamos com orgulho e com o máximo entusiasmo para fazer com que os nossos milhões de torcedores em todo o mundo voltem a sonhar com um novo título”, afirma um comunicado.

A instituição “em nenhum momento questionou sua participação no novo Mundial de Clubes que será organizado pela Fifa”, reiterou o Real Madrid.

Ao mesmo tempo, em sua conta na rede social X, Ancelotti também desmentiu as declarações publicadas nesta segunda-feira pelo jornal italiano Il Giornale.

“Minhas palavras sobre o Mundial de Clubes da Fifa não foram interpretadas da maneira que eu pretendia”, afirmou o treinador.

“Nada mais distante do meu interesse que rejeitar a possibilidade de disputar um torneio que considero que pode ser uma grande oportunidade para continuar lutando por grandes títulos com o Real Madrid”, acrescentou Ancelotti.

Segundo o jornal italiano, Ancelotti teria descartado em uma entrevista a participação do Real Madrid no torneio, que terá a primeira edição no próximo ano, com 32 clubes de todo o mundo.

“Uma única partida do Real Madrid vale 20 milhões de euros e a Fifa quer pagar esta quantia por todo o torneio. Assim como nós, outros clubes vão recusar o convite” para participar na competição, teria supostamente declarado o técnico italiano na entrevista.

“A Fifa pode nos esquecer. Os jogadores e os clubes não participarão neste torneio”, reiterou Ancelotti, que completa 65 anos nesta segunda-feira.

A primeira edição do Mundial de Clubes da Fifa está programada para o período entre 15 de junho e 13 de julho de 2025 nos Estados Unidos, mas o torneio é criticado há vários meses meses porque aumentará a carga de trabalho dos jogadores e os riscos para a saúde.

Em maio, a Associação Mundial de Ligas de Futebol e o sindicato FIFPro exigiram que a Fifa revise o calendário da competição e alertaram que, em caso de recusa, poderiam iniciar medidas judiciais.

As ligas e o sindicato alegam que o calendário das competições de futebol está “além da saturação” e que as mudanças de calendário provocaram um “prejuízo econômico” às ligas nacionais.

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