O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), desistiu da pré-candidatura à Presidência da República nesta segunda-feira, 23, e decidiu cumprir seu segundo mandato no Executivo paranaense até o final.
Em comunicado obtido pela IstoÉ, Ratinho atribuiu a decisão ao objetivo de “manter o compromisso selado com os paranaenses” para não “interromper o ciclo de crescimento econômico” do estado. No cargo desde 2019, o governador teria de renunciar até 4 de abril para concorrer ao Palácio do Planalto neste ano.
Ratinho comunicou a decisão nesta segunda ao presidente do PSD, Gilberto Kassab. Com a desistência, o partido tem dois governadores almejando a candidatura presidencial: Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e Ronaldo Caiado, de Goiás.
O paranaense era quem melhor pontuava nas pesquisas. Em Datafolha divulgado no início de março, registrou 7% das intenções de voto para o cargo, enquanto os colegas de sigla chegaram ao máximo de 3%. O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceram com ampla vantagem para chegar ao segundo turno.
Ratinho enfrenta dificuldades locais
Mas o cenário local pesou. As dificuldades para a definição de um sucessor — Guto Silva (PSD), secretário das Cidades, é o favorito, e o ex-prefeito Rafael Greca se filiou ao MDB para concorrer — e a filiação do senador e ex-juiz Sergio Moro ao PL para disputar o cargo dando palanque a Flávio podem fazer com que o grupo político de Ratinho perca o comando do estado após oito anos.
No comunicado, o governador ainda afirmou que continuará no PSD e, ao final do mandato, pretende “voltar ao setor privado e presidir o Grupo de Comunicação criado pelo pai, o apresentador Ratinho”.