Ediçao Da Semana

Nº 2741 - 05/08/22 Leia mais

Apesar de não ter obtido o índice mínimo exigido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) e pela própria Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), Mauro Vinicius da Silva, o Duda, tem grandes chances de estar na Olimpíada do Rio no salto em distância.

O prazo para obtenção de índices acabou no domingo e, nesta segunda-feira, Duda aparece no 28.º lugar do ranking mundial de 2016. Em fevereiro, em uma apresentação amistosa na Praça Mauá, no centro do Rio, ele saltou 8,14m e ficou a um centímetro do índice.

Diferente do Brasil, países como Suécia, Coreia do Sul, Espanha e Alemanha adotaram critérios mais exigentes do que simplesmente os índices da IAAF. Esses países têm atletas com índice no salto em distância, mas que não deverão ser convocados, casos do sueco Michel Tornéus, do sul-coreano Deokhyeon Kim, por exemplo.

Descontando esses atletas e também levando em conta que cada país tem direito a apenas três competidores na prova, a tendência é que apenas 26 atletas sejam inscritos no salto em distância.

Como há espaço para 32 atletas por prova, a IAAF deve enviar convites para que as vagas restantes sejam ocupadas. Duda é o primeiro nessa lista, uma vez que ficou a 1 centímetro do índice. Mesmo que os dois russos com índices sejam liberados pela Corte Arbitral do Esporte (CAS) para competir, ainda assim sobraria vaga para o brasileiro.

A CBAt e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) já indicaram que aceitarão eventuais convites recebidos por atletas que não alcançaram o índice, destacando que não vetarão a oportunidade de mais brasileiros competirem em casa.

O remanejamento de vagas também pode acontecer em outras provas, como as de lançamento (disco, martelo e dardo), tanto no masculino quanto no feminino, assim como no heptatlo, onde Vanessa Chefer é a primeira na lista de espera – ficou a 12 pontos do índice. Laila Ferrer é a segunda da fila no dardo, atrás de uma americana – os EUA tendem a recusar convites. No caso delas, a liberação de atletas russos não afetaria a briga por um lugar no Rio.