Andry Rajoelina foi reeleito presidente de Madagascar após o primeiro turno de uma eleição que dez candidatos da oposição pediram para boicotar, segundo os resultados apresentados neste sábado (25) pela comissão eleitoral.

Rajoelina, de 49 anos, obteve 58,95% dos votos expressos nesta grande ilha do Oceano Índico, segundo os resultados anunciados em coletiva de imprensa em Antananarivo, que ainda não foram validados pelo Supremo Tribunal Constitucional.

“O povo malgaxe escolheu o caminho da continuidade, da serenidade, da estabilidade”, declarou após o anúncio, garantindo que os eleitores se “expressaram livremente” e com “sabedoria”.

Rajoelina, presidente desde 2019, chegou ao poder pela primeira vez em 2009, após um golpe de Estado.

Onze milhões de malgaxes foram chamados a votar em 16 de novembro. Dez dos outros doze candidatos pediram aos eleitores que considerassem “que estas eleições não existem”, recusando-se a fazer campanha.

O grupo anunciou na sexta-feira que os seus membros não reconheceriam os resultados “destas eleições ilegítimas, infestadas de irregularidades”, recusando “toda a responsabilidade política e social que possa surgir”.

“Apresentei duas petições para anular a votação e desqualificar Andry Rajoelina”, disse à AFP o candidato da oposição Siteny Randrianasoloniaiko, de 51 anos.

“Ele roubou. Comprou votos. Ceni mudou os números”, acrescentou, acusando o presidente de fraude.

Segundo documentos apresentados ao Supremo Tribunal Constitucional, cuja cópia a AFP teve acesso, Randrianasoloniaiko apresentou uma petição “pela anulação das operações eleitorais em todo o território”.

str-cld/fal/hgs/meb/aa/dd