Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos e recebe homenagem

Emissora fundamental para a Amazônia é destaque no programa "Viva Maria" e celebra quase cinco décadas de história

Rádio Nacional da Amazônia completa 49 anos e recebe homenagem

A Rádio Nacional da Amazônia celebra, nesta terça-feira (1º), 49 anos de existência com uma homenagem especial no programa “Viva Maria”. A emissora, que está há quase cinco décadas no ar, é reconhecida por levar informação, cultura e serviços essenciais a comunidades de diversas regiões da Amazônia. A atração especial, apresentada por Mara Régia, destaca a relevância do veículo para o desenvolvimento local.

A Rádio Nacional da Amazônia comemora 49 anos com homenagem especial em programa.

  • O cantor Nilson Chaves recorda a criação de músicas que traduzem a diversidade cultural amazônica.
  • Depoimentos reforçam o papel da rádio como ponte de comunicação e serviço para comunidades isoladas.

Para marcar a data histórica, o programa recupera a memória musical da emissora, destacando um depoimento do cantor e compositor paraense Nilson Chaves. Ele recorda o processo coletivo de criação de oito peças musicais produzidas especificamente para a Rádio Nacional da Amazônia, em uma iniciativa que buscou traduzir, por meio de diferentes ritmos, a diversidade cultural da região e a profunda conexão da rádio com seus ouvintes.

Chaves explica a importância da iniciativa. “Conseguimos viajar um pouco nos ritmos da Amazônia, trazer mais esses ritmos para dentro da rádio, que fosse a identidade da emissora junto com esse povo amazônico”, afirma o artista.

Qual o legado da rádio nacional da amazônia?

A edição do “Viva Maria” também apresenta uma memória particularmente afetiva. Mara Régia, que por décadas esteve ligada à programação da Rádio Nacional da Amazônia, ressalta que a emissora se tornou uma espécie de ponte vital entre os territórios mais distantes e o restante do país.

Essa dimensão é evidenciada no depoimento de Maryellen Crisóstomo, jornalista, ativista dos direitos humanos e liderança quilombola do Território Baião, em Almas, no sudeste do Tocantins. Ela relata que cresceu ouvindo a Nacional da Amazônia, e para sua família, o rádio era mais do que uma fonte de informação: funcionava como um meio de comunicação essencial entre parentes e comunidades.

Maryellen Crisóstomo recorda, por exemplo, os calendários que a emissora enviava aos ouvintes que escreviam para a rádio. Essa lembrança, preservada desde a infância, transforma-se em um testemunho contundente da presença da rádio no cotidiano de comunidades onde outros meios de comunicação eram praticamente inexistentes.

Rádio: elo cultural e social na amazônia

Para Mara Régia, a celebração dos 49 anos já direciona o olhar para o próximo grande marco: o cinquentenário da emissora, previsto para 2027.