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Racing Point crê que reclamação da Renault não vai prosperar

A equipe de Fórmula 1 Racing Point divulgou que está “confiante” em relação ao protesto da Renault, que denunciou o uso de peças não relacionadas nos carros da equipe britânica em 2020 que pertencia ao modelo que a Mercedes utilizou na temporada de 2019, segundo comunicado enviado à AFP nesta segunda-feira (13).

A escuderia inglesa diz estar “extremamente desapontada ao ver seus resultados no Grande Prêmio da Estíria questionados pelo que considera um protesto mal concebido e mal informado. Toda e qualquer sugestão de irregularidade é firmemente rejeitada”.

As reivindicações da Renault estão centradas no sistema de refrigeração dos freios dianteiros e traseiros da Racing Point, com base em vários artigos do regulamento esportivo do Mundial da categoria, que estipulam que uma equipe “deve utilizar em seus carros apenas peças projetadas por ela própria”, que retém a propriedade intelectual durante a corrida em F1 “e que, no caso de subcontratar o design de algumas peças, elas não podem ser solicitadas” de um concorrente ou de um subcontratante de um concorrente”.

A Racing Point explicou que “cooperou antes da estreia da temporada com a Federação Internacional de Automóveis (FIA, responsável pelas regras do campeonato) e respondeu satisfatoriamente a todas as perguntas sobre a origem dos planos” de seu carro.

“A equipe está convencida de que a reivindicação será rejeitada quando a resposta for enviada”, acrescentou.

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As peças que a Renault colocou no alvo, usadas nos carros do mexicano Sergio Pérez e do canadense Lance Stroll, foram solicitadas para análise pelos comissários da segunda prova da temporada e compará-las às da Mercedes no ano passado.

A construtora alemã, atual campeã mundial de F1, não quis comentar, mas disse à AFP que “fornecerá aos comissários os elementos que solicitarem, para que possam chegar a uma conclusão”.

– Salto qualitativo –

Nesta temporada, a Racing Point não se contentou apenas em comprar o motor e a caixa de câmbio da Mercedes. A equipe sediada em Silverstone (Inglaterra) copiou, a partir de fotos, como alegou, elementos aerodinâmicos usados pela marca alemã no ano passado, algo que o regulamento não proíbe.

“O que fizemos é completamente legal”, disse o diretor técnico da Racing Point, Andrew Green, durante os primeiros testes de pré-temporada em fevereiro passado, uma versão corroborada pela Mercedes.

“É algo que queríamos fazer há muito tempo, mas que não tínhamos orçamento”, e iniciou quando a Racing Point começou a usar o túnel de vento da Mercedes em maio de 2019, disse Green.

O desenvolvimento de um ‘Mercedes rosa’, o nome dado aos carros desta temporada da Racing Points, permitiu que essa modesta equipe britânica atingisse o nível de outras mais tradicionais nas pistas, como Renault e McLaren, inclusive as superando.

Na primeira corrida da temporada, no GP da Áustria, o piloto mexicano Sergio Pérez terminou em sexto lugar, o mesmo resultado que obteve neste domingo no Grande Prêmio da Estíria, também disputado no circuito austríaco de Spielberg.

pel/ole/pm/lca

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