BOLONHA, 6 MAR (ANSA) – A Racing Bulls, equipe satélite da Red Bull na Fórmula 1, apresentou à região da Emilia-Romagna, na Itália, um projeto de investimento de mais de 64 milhões de euros para seu centro de excelência tecnológica em Faenza, dedicado ao design e à produção de monopostos.
A escuderia, controlada pela gigante das bebidas energéticas Red Bull, submeteu um pedido de acordo de desenvolvimento ao Ministério das Empresas e do Made in Italy. O projeto prevê a criação de 100 novos empregos na cidade localizada na província de Ravenna.
“Este é um projeto significativo para o qual garantimos todo o apoio necessário. Prevemos implicações regionais relevantes, visto que a empresa decidiu fortalecer sua presença industrial na Itália com um projeto que impactará toda a cadeia de suprimentos”, disse o governador da Emilia-Romagna, Michele de Pascale.
O diretor financeiro da Racing Bulls, Fabio Roncasaglia, afirmou que a escuderia “se consolidou como uma importante empregadora” na região italiana e demonstrou prontidão “para lançar um novo e relevante projeto de desenvolvimento”.
Os investimentos industriais totalizam mais de 31 milhões de euros, destinados à expansão do parque de máquinas para a produção de componentes metálicos e compósitos, com a introdução de tecnologias inovadoras, incluindo impressoras 3D e equipamentos de alta precisão.
Já a quantia destinada aos setores de pesquisa e desenvolvimento ultrapassa 33 milhões de euros e se concentra em materiais inovadores, aerodinâmica e gestão de energia, incluindo a adoção de combustível 100% sustentável.
Sem a presença do consultor austríaco Helmut Marko, que deixou o grupo Red Bull no ano passado, o time “B” da RBR deve disputar o pelotão intermediário da F1 em 2026 e tentará continuar fornecendo talentos para a equipe principal, diante dos recentes desempenhos de Isack Hadjar e Yuki Tsunoda.
Na temporada de 2026, a Racing Bulls iniciará sua campanha com o novato Arvid Lindblad e com o jovem, porém um pouco mais experiente que o novo parceiro britânico, neozelandês Liam Lawson. (ANSA).