Rachadores, ladrões, assassinos: nossa política é o berço esplêndido do crime

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Protesto no Congresso Nacional (Crédito: AFP)

Dois terços do Congresso Nacional têm senadores e deputados que respondem – ou responderam – a algum tipo de processo penal. Estamos falando da mais ‘inofensiva’ rachadinha – crime de peculato – até assassinato.

Somente no Partido Liberal (PL), do ex-presidiário pelo mensalão, Valdemar Costa Neto, dos 27 principais dirigentes, 18 possuem encrencas pesadas com a Justiça, como cárcere privado e sequestro. Corrupção é coisa do passado


Não por acaso, Jair Bolsonaro, o verdugo do Planalto, ter escolhido a legenda para lhe abrigar. Suspeito por peculato quando era deputado, e diante dos inúmeros crimes, em tese, que vem cometendo, é bom estar em má companhia.

Renan Calheiros continua influente; Rodrigo Maia idem; Fernando Collor, Ciro Nogueira, Arthur Lira… São tantos os exemplos de políticos atolados em investigações, inquéritos e processos que até cansam. Na verdade, há muito tempo já cansou.

O brasileiro ligou o ‘foda-se’ e já não se importa em eleger, como presidente da República, um sujeito com a ficha criminal corrida de Lula da Silva, o meliante de São Bernardo. Afinal, se nem a Suprema Corte se importa.

Desembargadores e ministros de tribunais superiores, quando pilhados em suspeitas ou mesmo casos comprovados de venda de sentenças ou outros desvios, recebem como ‘duro’ castigo uma polpuda aposentadoria compulsória.

Vereadores, deputados, senadores, prefeitos e governadores, nem isso. Recebem votos e são reconduzidos aos locais dos crimes; novamente, vejam o caso do líder do mensalão e do petrolão, prestes a ser presidente outra vez.

É este o processo que permite e fomenta o crime organizado, o contrabando, o tráfico, a sonegação fiscal, os roubos e assassinatos. Juntos, criminosos da sociedade e dos Poderes se entendem.

Desistir do País, não é uma opção. Tampouco uma obrigação. É somente a consequência de um processo imundo que não se sabe o começo, mas se sabe não ter fim. Como um círculo vicioso, o tal ‘sistema’ se regenera e se mantém. Fernandinho Beira-Mar está no lugar errado.






Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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