O quinto líder do Clã do Golfo, o maior cartel de drogas da Colômbia, foi morto em uma operação entre a polícia nacional e a Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA), disse o presidente Gustavo Petro neste sábado (5).
O presidente, que tentou, sem sucesso, negociar o desarmamento com a organização, decretou um cessar-fogo unilateral em janeiro de 2023, mas o suspendeu depois que o grupo disparou contra as forças de segurança no nordeste do país.
“Em operações conjuntas com a DEA e a Polícia Nacional, o quinto líder do Clã do Golfo (…) e quinto na linha de comando foi morto”, disse Petro por meio da rede social X, identificando-o como José Demoya, conhecido como “Chirimoya”.
Ele acrescentou que “as prioridades do Clã são o tráfico de drogas, o tráfico de migrantes no Darien (a selva que liga ao Panamá), que já é muito pequeno, e a extorsão generalizada no Caribe colombiano”.
Isso poderia levar a uma retaliação do Clã do Golfo, que também se dedica à mineração ilegal e é o grupo fora da lei que mais cresceu em termos de membros durante o governo de Petro, que começou em agosto de 2022.
O presidente também divulgou um vídeo da organização, que durante anos se autodenominou Autodefensas Gaitanistas de Colombia (AGC) e recentemente adotou o nome de Ejército Gaitanista de Colombia (EGC), no qual ele disse que Demoya aparece.
Nove membros do Clã do Golfo, incluindo um líder apelidado de “Hitler”, foram mortos há quase um mês em um bombardeio do exército e da força aérea.
O principal líder do cartel, “Otoniel”, foi capturado em 2021 e extraditado para os Estados Unidos no ano seguinte.
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