Esportes

Queridinho nas redes sociais, Arthur Nory mostra rotina em busca do ouro no Pan

Quem acompanha o ginasta Arthur Nory nas redes sociais já está por dentro do que o medalhista olímpico nos Jogos do Rio-2016 está fazendo em Lima para a disputa dos Jogos Pan-Americanos. Com 1,3 milhão de seguidores no Instagram, ele é o atleta mais “influente” do Time Brasil no Pan. Desde que chegou ao Peru, já postou três fotos e teve milhares de curtidas.

“Para mim, isso é uma terapia. Gosto bastante de estar conectado, de estar nas redes sociais. Me sinto bem, eu vejo que hoje é importante como forma de divulgar o esporte. Consigo mostrar como é o atleta dentro do ginásio, fora, isso acaba sendo interessante para conhecerem melhor o atleta e o cidadão, o ser humano”, contou.

Quem segue o ginasta percebe que ele costuma postar fotos de suas atividades esportivas, contar um pouco do que gosta de fazer e mostrar detalhes de sua vida. O atleta do Pinheiros-SP divulgou uma foto com o grupo de ginastas do Brasil antes do embarque para Lima e depois postou foto usando a sua credencial na Vila Pan-Americana, outra com os dizeres “Lima 2019” e a mais recente de um treinamento.

“As pessoas gostam de saber o que faço fora do ginásio, o que eu como, sobre o meu trabalho. Perguntam sobre o corpo e conto que fazemos academia, que temos nutricionista, malhamos todo dia, acordamos cedo. Essas coisas chamam a atenção. E eu tento mudar um pouco porque atleta tem uma rotina rígida, mas procuro fazer diferente para entreter mais e poder divulgar a ginástica”, disse.

Ele confessa que já chegou até a ganhar dinheiro com postagens, mas que esse não é seu objetivo principal. “Às vezes rola um trabalho ou outro e a comissão técnica sabe que isso é importante. Obviamente, tudo com consciência, sem perder o foco. Não sou um influenciador digital, um blogueiro, faço as coisas voltadas para o esporte. Coloco a vida pessoal, mas sem desvincular a imagem do atleta”, explicou.

No Pan de Toronto, no Canadá, em 2015, Nory ganhou apenas uma medalha, a prata por equipes, e não chegou ao pódio nas disputas individuais. No ano seguinte, foi bronze no solo nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Depois, viveu uma sequência de lesões que fizeram com que seu corpo pedisse um tempo. Acabou ficando afastado de competições, ou disputando em poucos aparelhos. Agora garante estar em forma.

“O corpo está bem, já consigo fazer os seis aparelhos. Um fisioterapeuta brinca que o corpo é igual carro, que você leva no mecânico e ele volta bem, mas não é mais zero quilômetro. Acho que ainda dá para rodar bastante”, afirmou, rindo. “Nos últimos Jogos Pan-Americanos não conquistei medalha individual, apenas por equipe, e quero melhor esses resultados. É meu objetivo nessa caminhada”.

Carismático, o ginasta brasileiro vive a expectativa de disputar uma grande competição novamente. Recentemente, representou o País no Campeonato Sul-Americano, em Santiago, e obteve a medalha de ouro na barra fixa e na disputa por equipes, além da prata no individual geral. Competiu em todos os aparelhos e ganhou moral para o Pan de Lima, que ele considera um evento de alto nível.

“É uma competição grande, muito boa e importante para a gente. É como funciona uma Olimpíada. Tem uma Vila dos Atletas, tem interação de esportistas, competições importantes, ou seja, tem toda essa parte que o atleta busca. É de quatro em quatro anos, repercute bastante e uma oportunidade incrível”, lembrou o atleta, que sonha conquistar uma medalha individual. “Um ouro, no solo ou barra fixa, vai me deixar muito satisfeito”.

Em Lima, Nory sabe que está em um degrau mais alto que no Pan anterior. E assume essa responsabilidade de ser um dos mais experientes do Time Brasil e medalhista olímpico. “Eu amadureci bastante, principalmente depois do Rio. É um outro trabalho que tem de fazer paralelo, de representatividade. É um trabalho em conjunto. Sei do peso que é, da importância, e quero fazer meu trabalho bem feito. Me preparar bem para poder competir bem”, avisou.