Kassab diz que aceitaria ser vice na chapa de Tarcisio em SP

Ex-prefeito de São Paulo afirmou que está "pronto para aceitar qualquer convite"

Gilberto Kassab criticou Eduardo Bolsonaro
Foto: Cesar Itiberê/PR

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, disse que aceitará integrar a chapa do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, à reeleição em 2026, caso seja convidado. “Estou pronto para atender qualquer convite ou convocação”, afirmou em entrevista ao Canal Livre, da Band. Ele evitou responder diretamente se será vice e disse que a definição cabe ao governador: “Quem vai compor a chapa é o governador Tarcísio, a sua decisão será respeitada por nós”.

Kassab, que é secretário de Governo e Relações Institucionais de Tarcísio, também disse que “gosta de disputar eleição”. “Eu não sei se disputarei outras, mas se tiver oportunidade, eu disputo como candidato”, afirmou.

Na entrevista, o presidente do PSD também disse que espera que o partido eleja entre 85 e 90 deputados federais em 2026, além de seis a nove senadores. Diante da expectativa positiva, Kassab disse que não precisa vincular ao Congresso a escolha do candidato do PSD à Presidência. “Nós vamos estar muito bem posicionados”, afirmou.

Rio de Janeiro

Sobre o cenário eleitoral no Rio de Janeiro, Kassab negou que o prefeito Eduardo Paes tenha indicado que apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição em 2026. “O Lula é quem disse que está com ele. E ele não pode falar não”, afirmou em entrevista ao Canal Livre, da Band.

Kassab também disse que três candidatos à Presidência querem estar no palanque de Paes nas eleições, mas que o PSD tem vantagem. “O Lula estará no palanque do Eduardo Paes, o (governador) Cláudio Castro (PL-RJ) e o nosso candidato também estará no palanque dele. Então o Eduardo Paes vai ter três candidatos que querem estar com ele, mas acho que o nosso vai levar vantagem, porque é do mesmo partido, mesmo padrão e vai ter uma grande votação”, observou.

Castro é apoiado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que também é pré-candidato à Presidência. Para Lula, é estratégico garantir um palanque no Rio de Janeiro, segundo maior colégio eleitoral do País. O PSD se movimenta para lançar uma candidatura própria à Presidência, mas mantém cargos no governo federal.