Quem é o senador que fugiu de abordagem policial após dirigir carro sem placa

Alexandre Giordano assumiu o cargo de senador em 31 de março de 2021 e tem trajetória marcada por polêmicas

Giordano Senador SP
O senador Giordano (MDB-SP) foi autuado por ao menos três infrações de trânsito na última segunda-feira, 23 Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Alexandre Giordano (Podemos-SP), empresário e senador de 52 anos, que, na segunda-feira, 23, teria ameaçado e desacatado policiais militares durante uma abordagem, está atualmente na reta final do mandato e acumulou, ao longo da carreira política, polêmicas que vão desde o envolvimento na contratação de empresa do filho em condomínio até acusações de falsidade ideológica.

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Giordano assumiu o cargo de senador em 31 de março de 2021. Inicialmente, era suplente do senador Major Olímpio (PSL), que faleceu em 18 de março do mesmo ano, em São Paulo, aos 58 anos, vítima de complicações da Covid-19. À época, no discurso de posse, o senador exaltou a memória de Olímpio e afirmou que dedicaria seu mandato à causa da igualdade social.

Ainda durante o discurso, Alexandre Giordano relatou parte de seu passado como vendedor ambulante na Rua 25 de Março (maior centro popular de compras da capital paulista).

“Eu sei o quanto é importante o atendimento à população mais carente. Vou trabalhar sempre pelo melhor para o Brasil, para São Paulo. As pautas de interesse da população são as minhas pautas. Defenderei a igualdade social; os projetos sociais terão atenção neste mandato que inicio hoje”, declarou Giordano na ocasião.

Questões fiscais

No início deste ano, Alexandre Giordano foi condenado na Justiça por suposto favorecimento na contratação de uma empresa familiar por uma associação de moradores. O senador era presidente da Associação dos Proprietários do Residencial Fazenda São Silvano. Sua gestão foi marcada por imbróglios com os vizinhos sobre gastos no próprio condomínio. A questão se agrava pelo fato da contratação da empresa do filho para o serviço de caminhão pipa por R$ 15 mil ao mês.

O senador também já teve que prestar explicações à Procuradoria-Geral da República (PGR) por gastar R$ 3.940,78 em combustível em um único dia.

Em 2024, a PGR pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) intimasse o senador a explicar gastos de verba indenizatória pelo exercício da atividade parlamentar.

No mesmo ano, Carlos dos Santos Alves, ex-funcionário de Giordano, esteve no 39º DP, na Vila Gustavo (Zona Norte), para registrar um boletim de ocorrência, alegando que seu nome teria sido usado pelo senador para integrar a sociedade de uma empresa sem seu consentimento. Ainda em 2024, o parlamentar apoiou Guilherme Boulos (PSOL) nas eleições.