Que Bolsonaro, em sua nova cirurgia, receba ‘tudo de bom’ que nos oferece

Crédito: Reprodução/ Facebook

Presidente Jair Bolsonaro está internado no hospital Vila Nova Star em SP após cirurgia (Crédito: Reprodução/ Facebook)


Chegamos a 370 mil brasileiros mortos por Covid-19. Quantas dessas mortes teriam sido evitadas se o governo Bolsonaro não recusasse 130 milhões de doses de vacinas ainda em 2020? Quantas dessas mortes teriam sido evitadas se o amigão do Queiroz não dissesse à população para enfrentar o vírus de peito aberto? Quantas dessas mortes teriam sido evitadas se o pai do senador das rachadinhas e da mansão de 6 milhões de reais não tivesse incentivado ― nem promovido ― aglomerações e o uso de remédios ineficazes?

Não há resposta para essas perguntas, e jamais saberemos quantas vidas teriam sido poupadas se o negacionismo, a psicopatia, a sociopatia e a profunda falta de solidariedade e de empatia não fossem a tônica do desgoverno Bolsonaro e da horda de semelhantes que lhe cerca. Porém, posso estar enganado e o presidente estar certo. Talvez o líder de governo na Câmara, Ricardo Barros, tenha razão e o Brasil esteja em situação confortável. Aliás, tanta gente defende e elogia o trabalho do mito, que provavelmente estou enganado.

Assim, deixando de ser implicante e passando a passar pano, quero dizer, a reconhecer o belo trabalho do devoto da cloroquina e de sua brilhante equipe no combate ao novo coronavírus, gostaria de desejar ao melhor presidente que o Brasil já teve, que receba em sua próxima cirurgia (que ocorrerá em breve, segundo divulgado) o mesmo tipo de tratamento que vem dando ao povo brasileiro. Que a equipe médica que irá lhe operar tenha a mesma excelência que vem tendo o Ministério da Saúde durante essa maldita pandemia.

Dessa forma, sei que não faltará ao presidente oxigênio hospitalar. Sei que se alguma intercorrência ocorrer, não faltará leito na UTI. Sei que se precisar ― toc, toc, toc ― ser intubado, não faltará “kit intubação”. Sei que, como já contraiu Covid, conforme ele mesmo diz, não correrá risco de se contaminar. Além do mais, ele já tomou vacina para dar bom exemplo. Não? Sem problema, ele foi atleta e no máximo será acometido de uma gripezinha, de um resfriadinho. Mas, se tudo der errado, e daí? Todos morrerão algum dia. Nada de mimimi, portanto. Até porque, ninguém aqui é coveiro, não é mesmo?

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Sobre o autor

Ricardo Kertzman é blogueiro, colunista e contestador por natureza. Reza a lenda que, ao nascer, antes mesmo de chorar, reclamou do hospital, brigou com o obstetra e discutiu com a mãe. Seu temperamento impulsivo só não é maior que seu imenso bom coração.


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