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Quatro detidos em novo confronto na zona mapuche no Chile

Quatro detidos em novo confronto na zona mapuche no Chile

Povos indígenas mapuche marcham durante protesto em Curacautin, região da Araucânia, Chile, em 9 de agosto de 2020. - AFP

Um novo confronto entre manifestantes e a polícia nesta terça-feira (11) terminou com quatro detidos no Chile, onde os protestos persistem em apoio aos mapuches e à greve de fome de uma liderança indígena que já dura 100 dias.

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Cerca de 200 manifestantes se reuniram na cidade de Cañete, localizada na região de Biobío, e iniciaram uma marcha que ultrapassou as cercas colocadas pela Polícia para impedir seu avanço. O ato iniciou os distúrbios nos quais quatro pessoas foram presas, informou a polícia.

Os manifestantes atiraram pedras e outros objetos de um canteiro de obras na Plaza de Cañete contra a tropa de choque, que reagiu com gás lacrimogêneo e jatos d’água, segundo imagens divulgadas pela mídia local.

As ruas também foram bloqueadas enquanto, na noite de segunda-feira, uma fazenda foi incendiada por um grupo não identificado.

Distúrbios e bloqueios de estradas também foram registrados na região de La Araucanía, local de manifestações e ataques incendiários nos últimos dias em apoio à restituição de terras que os mapuche consideram suas por direito ancestral e também ao guia espiritual Celestino Córdova.

Córdova, condenado a 18 anos de prisão pelo homicídio de um casal de idosos em 2013, pretende cumprir a pena em casa, para renovar o seu “rewe”, ou energia espiritual.

O líder indígena faz uma greve de fome que já chegou a 100 dias e colocou em risco sua vida. “Nossa principal preocupação neste caso é salvar vidas e conversar com quem for possível, para que dentro de tudo o que está estabelecido no regulamento prisional, possamos encontrar o caminho para que essa greve de fome seja deposta”, declarou Víctor Pérez, Ministro do Interior, no Palácio do governo de La Moneda, em Santiago.

O Supremo Tribunal Federal está analisando uma petição apresentada por Córdova para cumprir pena em casa por seis meses ou até que termine a emergência pela pandemia do coronavírus no Chile.

Em meio aos tumultos, os mapuches sofreram ataques racistas que agravaram um conflito de décadas entre o povo indígena e o Estado chileno.

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