Em Cartaz

Quando o crime defende o morro

Em “Arcanjo renegado”, policial honesto luta para pacificar uma favela carioca, até ser tomado pela sede de vingança

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ATAQUE O sargento Mikhael Afonso (Marcello Melo JR) lidera ataque a uma comunidade controlada pelo tráfico: tragédia à vista (Crédito: Divulgação)

O canal Globoplay se tornou um campo de testes para séries com potencial de sucesso na televisão aberta. É o caso de “Arcanjo renegado”, que fica disponível nesta semana em streaming e estreia os dois primeiros episódios em TV aberta. O seriado, em dez episódios, é dirigido por José Junior, fundador da ONG AfroReggae, o mesmo da série “A divisão”, que acaba de render um spin-off homônimo no cinema, do qual é produtor. Junior se tornou um continuador do gênero ação policial carioca, iniciado com o filme “Tropa de elite” (2007). Junior intensifica e aprofunda o realismo das sequências ambientadas no morro. “Procuro penetrar com a equipe em locais proibidos pelo tráfico”, diz Junior. O impacto das imagens e ações é violento. “Arcanjo renegado” acompanha a formação e a desilusão de Mikhael Afonso, sargento do Bope vivido pelo Marcello Melo JR, de 32 anos, estreando como protagonista. Ele lidera o ataque a um morro dominado, perde o amigo. O drama da viúva do policial, Sarah (Erika Januza), é o ápice da série. Disponível no Globoplay. Dois episódios estreiam em 10/2 na “Tela quente”, TV Globo.

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3 desafios de Marcello Melo JR

“A vida do policial é assustadora. Quando estava gravando vi que os policiais são pessoas que também sentem medo, mas não são paralisados por isso. Eles são obrigados a agir”.

“Sargento Mikhael é honesto e não faz o que faz por maldade ou prazer de matar, porque considera que isso é honrar a farda que ele usa.

“Tivemos treinamentos de técnicas policiais. Um estudo minucioso da linguagem da polícia, e de como segurar a arma, como andar e como proceder numa operação”