Qualcomm aposta na expansão do 5G em 2020

Crédito: André Cardozo

Amon, da Qualcomm: otimismo com a implementação do 5G (Crédito: André Cardozo)

De Maui, Havaí *

Se 2019 foi o ano do surgimento das primeiras redes 5G, 2020 deve ser o ano em que essa tecnologia começará a ganhar escala global. Esta foi a perspectiva compartilhada por Cristiano Amon, presidente global da Qualcomm, na edição deste ano do Snapdragon Summit, conferência anual da empresa que ocorre em Maui, no Havaí (EUA).

Segundo dados da empresa, o 5G foi lançado neste ano por cerca de 40 operadoras em todo o mundo, em países como Estados Unidos, China, Coreia do Sul, Reino Unido, Espanha e Itália. Para o ano de 2020, a Qualcomm espera que o 5G chegue a mais países, incluindo o Brasil. Até 2022, a empresa espera que mais de 1,4 bilhão de smartphones com suporte para 5G estejam nas mãos dos consumidores.

Segundo Amon, um dos benefícios do 5G será a melhoria dos serviços em nuvem. “Atualmente, boa parte do processamento roda em servidores na nuvem, que por vezes estão fisicamente distantes do aparelho do usuário. Com o 5G será possível transferir mais capacidade de processamento para as ‘bordas’ das redes de telecomunicações e, com isso, prover serviços mais rápidos e com maior estabilidade”, disse o executivo durante palestra no evento.

Mais aparelhos a caminho

Uma das pontas do 5G está no trabalho das operadoras em montar essas redes. E a outra ponta está nos smartphones. Atualmente, entre os processadores da Qualcomm, apenas o 855 tem suporte para redes 5G. Mas a empresa anunciou ontem mais chips com suporte para a nova tecnologia. São eles: o Snapdragon 865, o mais sofisticado, e os chips Snapdragon 765 e 765G, voltados para aparelhos intermediários. Veja mais detalhes sobre os novos processadores.

Chips Snapdragon com suporte a 5G estão em mais de 200 aparelhos atualmente em desenvolvimento (Crédito:André Cardozo)

O 5G no Brasil

O primeiro passo para a criação das redes 5G em qualquer país é o licenciamento das frequências para que as operadoras possam testar a tecnologia de forma mais ampla e posteriormente oferecer o serviço. No caso do Brasil, a Anatel é a responsável pelo leilão de frequências. O leilão está inicialmente marcado para o primeiro trimestre do ano que vem, mas a expectativa do mercado é que ele seja adiado para o segundo semestre e talvez até para 2021.

* O jornalista viajou a Maui a convite da Qualcomm


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