Brasil

Qual a cara do centrão

Alvo de protestos, o grupo com mais de 200 parlamentes de 12 partidos tem se fortalecido e mostrado importância vital para a aprovação das reformas

Crédito: ANTONIO BARBOSA DA  SILVA

MAIORIA Os deputados do centrão confabulam: sem o apoio dos 200 parlamentares do grupo, nada passa no Congresso (Crédito: ANTONIO BARBOSA DA SILVA)


Durante os protestos do último final de semana, uma faixa estendida na avenida Paulista com a frase “Centrão Corrupto” irritou parlamentares de várias siglas distintas, mas deu a tônica da real visão que a sociedade tem hoje desse bloco de 12 partidos, posicionados ao centro do embate político, entre a esquerda radical do PT e a direita raivosa do PSL. Esse grupo, sempre foi considerado um pêndulo da governabilidade no Congresso, desde o processo de redemocratização em 1985. Mas, afinal de contas, o que é o centrão? É possível governar sem a ajuda desse grupo? Os números mostram que não. O bloco de partidos que não são nem oposição e nem situação (PP, PL, PRB, PTB, PSD, SD e DEM) hoje soma 196 cadeiras na Câmara e 24 no Senado. Um número expressivo. Sem o centrão, o governo terá dificuldades de aprovar qualquer tipo de matéria no Congresso.

Historicamente, o centrão sempre foi uma espécie de fiel da balança ou uma pedra no sapato de todos os presidentes. O centrão, de fato, surgiu ainda durante a Constituinte em 1987. Na época, o bloco era formado por siglas como PFL, PMDB, PDS, PTB, PL e PDC. Naquela ocasião, tinha uma composição de centro-direita. O fato é que o tempo passou e o centrão minguou. Mas, durante a gestão de Eduardo Cunha na presidência da Câmara, esse bloco ficou mais forte e ele foi decisivo para o processo de impeachment da então presidente Dilma Rousseff (PT).

O atual centrão, refeito para a eleição de Rodrigo Maia para presidente da Câmara, é visto pelos adeptos do presidente da República como o bloco parlamentar que tem impedido o andamento da agenda de reformas. O problema, contudo, é que o centrão não é necessariamente contra a agenda. Tem se mostrado a favor de pequenas alterações. E eis aí o calcanhar de Aquiles. O presidente evita negociar com parlamentares dessas siglas, pois, para ele, negociar significa ceder a pressões em troca de favores e não apenas ajustar os pontos polêmicos dos textos encaminhados pelo governo ao Congresso.

Para o líder do PL, o deputado Wellington Roberto (PB), o governo erra ao não querer dialogar . “Os deputados não podem ensinar o governo a ser governo. O presidente, em 28 anos de casa, deveria ter aprendido como tudo funciona aqui. Não somos contra a agenda do presidente, mas queremos alguns ajustes”, sintetizou Roberto. O próprio Bolsonaro tem afirmado que os integrantes do centrão não trabalham pela governabilidade e jogam contra. Afinal, o Brasil precisa do centrão? Para o bem ou para o mal, parece que o Congresso necessita do tom moderador entre os dois extremos que governam o País há 16 anos.


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