A companhia Q8, controlada pelo Kuwait, anunciou nesta terça-feira, 29 de setembro, que irá impor limites de preço aos combustíveis vendidos em seus postos na Itália. A decisão segue o movimento iniciado pela estatal italiana ENI e encampado pela Socar, do Azerbaijão, que opera a rede IP no país europeu, buscando conter a escalada de preços.
A iniciativa da Q8 ocorre após um período de meses de alta acentuada nos preços, impulsionada em grande parte pelo impacto de conflitos geopolíticos, especificamente a guerra e o bloqueio prolongado no Estreito de Hormuz, na costa do Irã.
A primeira-ministra Giorgia Meloni, líder do governo italiano, expressou gratidão pela adesão da companhia kuwaitiana à iniciativa. “Agradeço ao Kuwait e ao grupo que controla as instalações da Q8 na Itália por responderem ao chamado do governo para que as empresas de energia limitem os preços dos combustíveis”, afirmou Meloni em nota oficial.
Como a Itália tenta controlar os preços?
Anteriormente, a ENI impôs um teto de 2,19 euros por litro para o diesel e de 1,99 euro para a gasolina sem chumbo, numa tentativa de estabilizar os custos para os consumidores. O governo italiano tem acompanhado de perto a situação.
Segundo dados do Ministério das Empresas e do Made in Italy, o preço médio do litro da gasolina nas bombas de autoatendimento registrou uma leve queda, passando para 2,126 euros nesta terça-feira, 29 de setembro, em comparação com os 2,159 euros registrados no domingo anterior. O diesel também recuou de 2,377 euros para 2,335 euros no mesmo período.
Em 16 de setembro, o governo Meloni já havia estendido o corte de imposto sobre o diesel, medida criada para frear a escalada dos preços. Contudo, o benefício fiscal foi gradualmente reduzido, passando de 17 centavos por litro para 12,2 centavos e, posteriormente, para 6,1 centavos. A extensão é válida até 5 de outubro.
Da IstoÉ com ANSA.
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