ISTOÉ 2016

Putin condena hackers, mas questiona liberação de uso de substâncias proibidas


O presidente Vladimir Putin disse, nesta sexta-feira, que a Rússia desaprova a ação de hackers que expôs dados médicos de atletas olímpicos, embora suas revelações devam atrair a atenção pública.

A declaração de Putin vem após o presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, informar que pediu ajuda a Moscou para barrar os ciberataques contra a Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês), que possuiriam vínculo com a Rússia.

Pouco depois dos comentários de Putin, o grupo hacker Fancy Bears publicou arquivos de informações médicas de mais 11 atletas que competiram na Olimpíada do Rio. Assim, já são 40 esportistas que tiveram seus dados médicos expostos na internet nesta semana.

Os atletas, de cinco países diferentes, tiveram permissão de organismos esportivos ou antidoping de usar medicamentos que de outra forma estariam proibidos de serem utilizados. O último vazamento mostrou em grande parte detalhes de tratamentos de asma e de uso de anti-inflamatórios.

A Wada disse acreditar que o vazamento está relacionado com as investigações sobre o programa de doping apoiado pelo governo russo, incluindo os Jogos Paraolímpicos de Sochi, em 2014.

O relatório de uma investigação publicada em julho, provocou pedidos de veto total da presença da Rússia na Olimpíada. Isso não ocorreu, mas foi realizada uma revisão da elegibilidade dos atletas russos para competir no Rio.

Diante disso, Putin garantiu condenar os vazamentos dos dados pelos hackers, mas também insinuou que eles servem a um propósito. “Nós não apoiamos o que os hackers vêm fazendo, mas o que eles têm feito não pode deixar de atrair a atenção do público no nível internacional”, disse Putin.

O presidente russo acrescentou que os arquivos “levantaram muitas questões: atletas saudáveis tomam legalmente medicamentos proibidos para os outros, enquanto as pessoas que sofrem com doenças graves são excluídos dos Jogos Paraolímpicos por uma mera suspeita”.

Bach disse que o COI vai ajudar a Wada, “incluindo comunicação com as autoridades russas, para sublinhar a gravidade do problema e solicitar toda ajuda possível para deter os hackers”.

O presidente do COI foi visto como um aliado da Rússia desde a sua eleição em 2013 e se opôs a uma exclusão total dos seus atletas da Olimpíada – os russos foram completamente vetados da Paralimpíada.

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