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Pulo para o profissional após o Fla, Barroca e contratos: os desafios de Eduardo Freeland no Botafogo

Com passagem de destaque na base do Flamengo, dirigente chega para a primeira experiência na categoria adulta com a missão de reestruturar o Alvinegro

Pulo para o profissional após o Fla, Barroca e contratos: os desafios de Eduardo Freeland no Botafogo

Em meio a uma crise dentro de campo, com um rebaixamento praticamente certo, a ordem no Botafogo é de reestruturação. Diante do também problema financeiro que assola os cofres do clube de General Severiano há décadas, o escolhido para tentar mover o barco pelos futuros turbulentos mares foi Eduardo Freeland.

Será a primeira experiência do dirigente, que já havia trabalhado no próprio Alvinegro como diretor das categorias de base, em âmbito profissional. Freeland, é claro, não terá vida fácil pela frente: no meio de uma crise, o novo diretor de futebol terá desafios a cumprir – tanto a curto, médio e longo prazos.

MUDANÇA PARA O PROFISSIONAL
Diretor do Botafogo no título do Campeonato Brasileiro sub-20 de 2016, Eduardo Freeland tem vasto currículo no futebol de base no cenário nacional. A história, agora, assume um papel diferente: será a primeira experiência do dirigente no profissional. Antes de aceitar o convite do Alvinegro, ele comandou as categorias inferiores do Flamengo.


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– O Eduardo Freeland assumiu o Flamengo em uma época que o clube já estava em um processo de muita evolução na base, com um grande investimento, até mesmo em contratações. Vejo como uma passagem positiva, principalmente na parte de buscar as carências em algumas gerações, com o clube fazendo algumas boas apostas. Fez com as categorias ficassem ainda mais qualificadas e, como consequência, o Flamengo conquistou muitos títulos e jogando bem. Das 13 categorias na base, apenas uma não foi campeã em 2019, por exemplo – analisou Bernardo Medeiros, jornalista que acompanha as categorias de base do Flamengo, em entrevista ao LANCE!.

Diante da necessidade de se reinventar no mercado e com uma possível Série B à frente, o Botafogo vem com um nome inédito, mas conhecido dentro do clube, para tentar liderar a possível reestruturação da equipe.

BARROCA: FICA OU SAI?
Uma das questões que rondam Freeland no curto prazo é a continuidade de Eduardo Barroca. O treinador, que tem apenas 10% de aproveitamento desde que voltou ao Botafogo, não tem resultados satisfatórios e não agrada parte da torcida. Durante a apresentação, o diretor fez questão de frisar que o trabalho não será pautado em uma “caça às bruxas” apenas para dar respostas imediatas.

A decisão que envolve o futuro do Botafogo no que diz respeito ao técnico nas quatro linhas está inteiramente nas mãos de Eduardo Freeland. Internamente, Durcesio Mello e Vinícius Assumpção – presidente e vice, respectivamente – deram espaço para que o novo diretor analise e tome a decisão – se continua ou não com o treinador para a próxima temporada – como preferir.

– Fundamentalmente faremos um diagnóstico. Estou chegando hoje (terça) e precisamos nos aprofundar para que tenhamos as melhores escolhas. O Barroca também entra nessa mesma estrutura. Quero conversar com o treinador, mas também avaliar todo esse contexto de forma profissional, pensando sempre no Botafogo para que tenhamos o maior nível de acertos – afirmou Freeland, adotando um tom de paciência.

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Eduardo Freeland, Barroca (Centro) Manoel Renha (Foto: Divulgação/BFR)

Freeland tem relação antiga com Barroca (Foto: Divulgação/BFR)

CONTRATOS
O Botafogo está à mercê de vínculos que não são benéficos ao clube. Jogadores que não são utilizados com frequência enchem o elenco e o resultado é uma folha salarial acima daquilo que o orçamento pode pagar. Com uma eventual Série B, a tendência é que o previsto para o pagamento de vencimentos mensais diminua ainda mais.

– Vamos ter que ser responsáveis e isso significa buscar no mercado o menor custo benefício. Potencializar os atletas de base, mas sempre com responsabilidade e pensando no projeto de médio e longo prazo. Vemos o quanto que a torcida precisa sentir confiança no elenco e faremos isso com responsabilidade – afirmou.

Os jogadores com os maiores salários do elenco, portanto, correm o risco de deixar o clube. São os casos de Salomon Kalou, com uma passagem apagada no futebol brasileiro até aqui, e Gatito Fernández, um dos líderes técnicos da equipe, apesar do tempo fora por lesão.

– A gente entende a expectativa da torcida, mas temos que saber em que momento estamos. Obviamente eu já acompanhava os jogos e sabemos de situações mais urgentes. Vamos conversar com todas as partes para tomarmos as melhores decisões com todos que estão envolvidos no processo – completou Freeland.

COMO FREELAND CHEGA AO BOTAFOGO
Nos últimos anos, o Flamengo se tornou referência no que diz respeito a futebol de base no Brasil. Por exemplo, as vendas de Vinícius Junior, Lucas Paquetá e Reinier, jogadores criados nas categorias de base, para o futebol europeu representaram boa parte do orçamento da equipe profissional.

Não apenas no sentido de vendas, mas os times das categorias inferiores do Rubro-Negro também tiveram boa participação nos torneios estaduais e nacionais, conquistando títulos. O jornalista Bernardo Medeiros conta sobre as ações de Eduardo Freeland no sentido administrativo.

– Em relação aos contratos, no tempo em que esteve no Flamengo, os jogadores mais promissores assinavam como uma certa facilidade, sem novelas. Acho que o Flamengo, em alguns momentos, buscou muitos reforços que acabaram não recebendo oportunidades e saíram rapidamente, acredito que poderia ter tido uma avaliação um pouco mais rigorosa antes de contratar. Uma questão que eu considero importante também é que alguns jogadores tiveram problemas de indisciplina durante a passagem do Freeland no clube e, mesmo sendo importantes para as respectivas categorias, foram deixados de lado por um tempo – analisou Bernardo, ao L!.

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