A Federação Brasil da Esperança, composta por PT, PCdoB e PV, protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cinco ações questionando o que classifica como propaganda eleitoral antecipada e negativa contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As representações miram o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o ex-ministro Gilson Machado.
Em uma das peças enviadas à Justiça Eleitoral, Machado é acusado de distribuir adesivos e usar outdoors em favor de Flávio, o que configuraria desequilíbrio na disputa. A federação solicita que as propagandas sejam impugnadas e que os responsáveis sofram as sanções previstas na legislação eleitoral.
Os partidos também acusam Flávio Bolsonaro de ter publicado um vídeo produzido integralmente por meio de inteligência artificial (IA), que simula um desfile de Carnaval com as imagens de Lula, da primeira-dama Janja e da ex-presidente Dilma Rousseff com a “única finalidade macular a imagem” do petista “perante toda a coletividade”.
O corpo jurídico da federação argumenta que o conteúdo, que alcançou mais de 1,7 milhão de visualizações, tenta vincular o chefe do Executivo à criminalidade e a episódios como a liquidação do Banco Master e descontos indevidos do INSS. Para os advogados, a estratégia tem “intenções exclusivamente eleitoreiras” ao associar o pré-candidato à reeleição a condutas ilícitas de forma inverídica.
Outras ações de teor similar questionam vídeos veiculados pelo PL e pelo governador Romeu Zema. Os três partidos pedem ao TSE que os responsáveis sejam punidos.
PT se defende após homenagem da Acadêmicos de Niterói a Lula
O Partido Liberal (PL) e o partido Missão acionaram o TSE contra Lula e o PT. A oposição alega que houve abuso de poder econômico e propaganda antecipada durante o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, ocorrido na Marquês de Sapucaí em 15 de fevereiro.
O enredo, intitulado “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, narrou a trajetória do petista desde a infância em Pernambuco. Em defesa apresentada nesta sexta-feira, 20, o PT sustenta que a homenagem foi uma iniciativa estritamente artística da agremiação, sem interferência ou financiamento do partido ou do governo.
A defesa do presidente reitera que o Carnaval é um “espaço democrático” e que homenagens a figuras históricas são comuns, citando exemplos anteriores que envolveram críticas ou exaltações a nomes como Fernando Collor e Michel Temer.