PT sem rumo

Crédito: Marcos Oliveira

AMEAÇAS Gleisi Hoffmann diz que vai punir quem não apoiar o insignificante Tatto (Crédito: Marcos Oliveira)

O PT, que saiu esfacelado das eleições municipais de 2016, deve virar um partido nanico em 2020. As pesquisas apontam que não deve eleger prefeito em nenhuma capital. A começar por São Paulo. Os convencionais escolheram Jilmar Tatto para ser o candidato. Lula não gosta dele. Lulistas históricos, como André Singer, Ricardo Kotscho, Marilena Chauí e Celso Amorim, preferem Guilherme Boulos (PSOL). Tatto tem 1,9% e Boulos, 5,5%. O PT corre o risco de registrar grande fiasco. Depois de ter eleito Luiza Erundina e Marta Suplicy, que, por sinal, nem estão mais no partido, outro prefeito eleito pela legenda em São Paulo, Fernando Haddad, não quer saber de salvar o partido do fracasso. Haddad deseja se preservar para a disputa presidencial em 2022. Lula não está nem aí.

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Punições

Para forçar os rebeldes a apoiarem Tatto, a presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann, ameaça usar o estatuto para punir os que apoiarem Boulos. Uma falácia: os petistas históricos não temem a mandatária. Gleisi manda cada
vez menos na sigla. Depois que Lula casou-se com Rosângela da Silva, a Janja, a deputada não tem mais acesso a ele.

Derrotas

Além de São Paulo, a derrota do PT nas demais capitais é líquida e certa. No Rio de Janeiro, o PT está na rabeira. Benedita da Silva, a candidata do partido, tem 2,1%. Lá, quem lidera é o ex-prefeito Eduardo Paes, do DEM. Em todas as grandes cidades, o PT não desponta com chances. Até em São Bernardo do Campo, terra de Lula, a derrota é certa.

Líder nas malhas da lei

Ueslei Marcelino

O deputado Ricardo Barros (PP-PR), novo líder do governo na Câmara, tem uma ficha corrida gigantesca, mas a Abin não viu. Ele é alvo de 12 inquéritos no Supremo Tribunal Federal, onde é investigado por malfeitos tanto no Ministério da Saúde (2016-2018) como no tempo em que foi prefeito de Maringá (1989-1993). É acusado de receber propinas da Odebrecht e citado por operações suspeitas na Lava Jato.

Rápidas

* O médico mais popular do Brasil, Dráuzio Varella, é o garoto-propaganda da primeira campanha publicitária do ministro Luiz Roberto Barroso à frente do TSE. Apela para que as pessoas tornem-se mesários voluntários na eleição marcada pela pandemia. Não cobrou cachê.

* Bolsonaro usa o ex-presidente Michel Temer para atrair o MDB de volta à sua base. Foi por isso que o convidou para chefiar a missão ao Líbano. Baleia Rossi, presidente do partido, não está gostando do namoro.

* O governo não quer que a vacina chinesa Coronavac, que o Instituto Butantã desenvolve em São Paulo, sob a batuta de Doria, seja a primeira a dar certo. Estimula o governador Ratinho (PR) a sair na frente com a russa Sputnik.

* Guedes experimenta a frigideira que já foi ocupada por Moro, Mandetta, Santos Cruz e Bebianno. Todos os ministros que surgiram com luz própria no governo foram tostados. Rogério Marinho esquenta no banco de reservas.

Retrato falado

“Mesmo se não for candidato a presidente, vou participar do debate” (Crédito:Eduardo Anizelli)

O apresentador de TV Luciano Huck afirmou, em live na ISTOÉ na sexta-feira, 14, que em meio à pandemia não é hora de pensar em ser candidato à presidência. Explicou: mesmo que não dispute a eleição, pretende apresentar alternativas para o País resolver os problemas da desigualdade. “As pessoas precisam voltar a sonhar”, disse. Luciano lembrou que já participa de grupos que estudam a crise brasileira, como o RenovaBr e o Ágora, independentemente
da atuação partidária.

Inexplicável

Bolsonaro está apresentando números de aprovação incompreensíveis à luz do saber da ciência política. Tudo bem que está melhor avaliado pelos que recebem o auxílio emergencial, os mesmos que deram vitórias ao PT no passado, graças à política clientelista do Bolsa Família. Mas, neste caso, o presidente está fazendo favores com o chapéu alheio: quem viabilizou os R$ 600 foi o Congresso, e não Bolsonaro. Ele desejava dar apenas R$ 200. Mais inexplicável ainda é saber que o Brasil tem 41 milhões de pessoas procurando emprego, com uma taxa recorde de desemprego de 13,7%, em função da política insana de Guedes. O ministro deixou quebrar milhares de pequenas empresas.

O pior PIB

Ele vai passar para a história como o presidente que deixará o pior PIB da história (tombo pior que a depressão de 1929). No segundo trimestre, o Brasil fechará com queda no PIB de 10,49% ou de 6,4% em 2020. Tudo bem que houve a Covid, mas no primeiro trimestre, antes da pandemia, a retração já era de 1,1%.

Toma lá dá cá

João Henrique Campos, Deputado (Crédito:Divulgação)

Como o senhor vê a postura do presidente diante da pandemia?
O presidente Bolsonaro não deve conseguir dormir tranquilo com a morte de milhares de pessoas. Ele governa para menos de 30% dos brasileiros, sempre colocando a ideologia à frente de tudo.

Qual é a maior falha dele?
Bolsonaro está no palanque radical desde a eleição. É preciso descer do palanque para governar. Ninguém é o dono da verdade. Ele precisariabuscar consensos.

O que ele deveria fazer?
O Brasil necessita de um pacificador capaz de unir a nossa gente, nosso patrimônio cultural, intelectual e ambiental para poder entregar as soluções de que o País carece. Bolsonaro está quebrando as pontes políticas e erguendo muros no lugar.

 

Sem pudor

Divulgação

O presidente admite que pode voltar a se filiar ao PSL do deputado Luciano Bivar. Ele deixou o partido falando cobras e lagartos. Os filhos deixaram a legenda e os bolsonaristas disseram que construiriam um outro partido, mais decente, o tal Aliança pelo Brasil. Sem conseguir o número mínimo de adeptos, o “mito” colocou o rabo entre as pernas.

Lula no PSL

A declaração de Bolsonaro acenando para o retorno ao partido indignou os pesselistas mais respeitáveis, como é o caso do senador Major Olímpio. “É mais fácil o PSL aceitar a filiação do Lula”, disse o líder do PSL no Senado. “Se o PSL tiver vergonha na cara, não o aceita”, concluiu o parlamentar. Os bivaristas, pelo jeito, pensam diferente.

Bolsofrança

Fernando Moraes

As entrevistas de Márcio França, candidato a prefeito de São Paulo pelo PSB, dando conta de que espera apoio de Bolsonaro, caíram como uma bomba nas direções nacionais do PSB e PDT, partidos de esquerda que se uniram em torno de sua candidatura. Não querem nem imaginar essa aliança. Ciro Gomes ameaça sair.

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