A autofagia de meses da esquerda para formação de uma chapa viável ao Governo do Estado vitimou o PT e o PSB em São Paulo. Enquanto se digladiavam nos bastidores para decidir quem seria o candidato ao Palácio Bandeirantes, Fernando Haddad (PT) e Márcio França (PSB) não viram o crescimento silencioso do ministro Tarcísio de Freitas entre prefeitos do interior e na ala tucana que não queria nenhum dos dois da centro-esquerda no Governo.
O PT rifou Márcio França, o ex-deputado federal e ex-governador que tinha mais chances que Haddad na disputa para o governo, por sua boa capilaridade no interior do Estado. Para piorar a situação da frente, PT e PSB assistiram à derrota de França ao Senado para o astronauta e ex-ministro Marcos Pontes, o nome de Jair Bolsonaro na disputa.
Acostumado a ser rifado pelo PT e Lula da Silva em outros Estados, o PSB – que não bateu pé frente à jogada petista, como queriam seus expoentes – amarga agora uma posição menor que a de coadjuvante no maior colégio eleitoral do Brasil.