PT escolhe para coordenar programa de Haddad mesmo deputado da derrota de 2022

Quadro histórico do partido, Emídio de Souza e aliado de Lula e do ex-ministro

Emídio de Souza (PT-SP), deputado estadual, participa do IstoÉ Entrevista: 'Quem está no governo tem as entregas como bandeira'
Emídio de Souza (PT-SP), deputado estadual, participa do IstoÉ Entrevista: 'Quem está no governo tem as entregas como bandeira' Foto: Leonardo Monteiro/IstoÉ

O deputado estadual Emídio de Souza (PT-SP) repetirá a função que exerceu na eleição de 2022 e coordenará o programa de governo de Fernando Haddad (PT) como candidato a governador de São Paulo. A informação foi reportada pelo jornal Folha de S. Paulo e confirmada pela IstoÉ.

Filiado ao partido desde o início da década de 1980 e duas vezes prefeito de Osasco, Emídio é um dos petistas mais próximos do presidente Lula (PT) no estado. O chefe do Planalto foi responsável por convencer Haddad a enfrentar novamente o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) nas urnas, decisão que foi oficializada na quinta-feira, 19, mesma data em que ele deixou o Ministério da Fazenda.

Em 2022, com coordenação de Emídio, o agora ex-ministro teve 44,73% dos votos contra Tarcísio no segundo turno, maior votação da sigla no estado, e venceu na capital paulista. Lula, por sua vez, recebeu 4,3 milhões de votos a mais no estado do que o próprio Haddad quando concorreu à Presidência, em 2018.

O desempenho foi considerado decisivo para a vantagem de 2,1 milhões de votos que o presidente impôs sobre Jair Bolsonaro (PL) na eleição e petistas alimentam a esperança de que, mesmo com nova derrota nas urnas, Haddad ajude o presidente a repetir este cenário.

Coordenador disse que Haddad ‘não queria’ disputar governo

Emídio foi o convidado do IstoÉ Entrevista publicado neste domingo, 22, no canal de YouTube da IstoÉ.

O deputado disse que Haddad queria “cumprir outro papel” no pleito, mas é um “candidato aplicado” que mergulhará na campanha, e refutou a tese de que uma derrota eleitoral também terá função no partido.

Em nenhuma eleição anterior [de São Paulo], os candidatos do PT partiram de um patamar tão alto”, afirmou. “Haddad fará um contraponto ao governador nessa história de privatizar tudo. As pessoas vão avaliar qual foi o resultado concreto da privatização da Sabesp, as políticas de segurança, o aumento da violência contra a mulher. Tarcísio estará na vidraça. Ele ainda não foi questionado sobre nada disso e, agora, será”.

Assista à entrevista na íntegra