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Psoríase: é preciso acabar com o preconceito

Uma pesquisa realizada entre pacientes com psoríase – doença inflamatória crônica caracterizada por pele avermelhada e descamação – revelou um retrato da pobre qualidade de vida dessas pessoas, particularmente no Brasil.

Patrocinado pela farmacêutica Novartis, o estudo ouviu mais de oito mil pacientes em 31 países sobre questões como preconceito, relacionamentos e trabalho.

Junto com Taiwan, nosso país lidera a lista das nações nas quais os pacientes mais se sentem mais discriminados. Nada menos do que 96% dos entrevistados relataram terem sido vítimas de pelo menos um episódio de humilhação e 62% contaram que já foram indagados se a doença era contagiosa.

Por conta dos olhares e das situações de constrangimento, quase 80% evitam ir à praia ou à piscina – o que é péssimo, porque a exposição ao sol ajuda a melhorar os sintomas – e 36% não frequentam eventos sociais no trabalho.

As informações embasarão ações que médicos e associações de pacientes pretendem fazer para diminuir o desconhecimento sobre a doença e – espera-se – o preconceito que faz os portadores sofrerem ainda mais.

A psoríase atinge cerca de três milhões de brasileiros. Em geral, acomete os cotovelos, os joelhos, o couro cabeludo e o tronco. Há fases de piora e de melhora, mas tem tratamento.

“As medicações modernas agem de forma mais precisa e têm maior eficácia”, afirma o dermatologista Ricardo Romitti, chefe do Ambulatório de Psoríase do Departamento de Dermatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Em tempo: psoríase não é contagiosa.


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